Jogando Frets On Fire no Fedora 18

Posted by Renato Monteiro On fevereiro - 1 - 2013

frets::Introdução::
A cada dia que passa estou percebendo a evolução dos jogos para Linux. Este fenômeno está acontecendo, basicamente, devido a dois fatores: a abertura de algumas empresas como a Valve (que está disponibilizando o Steam) e aos colaboradores do Linux no mundo todo. Portanto, se você usa qualquer uma distribuição Linux, use a camiseta e divulgue-a. É isso que torna o Linux vivo e que garantirá mais do que sua sobrevivência: seu crescimento. Hoje vou falar de um destes jogos, que foi demonstrado publicamente em 2012 durante o Fórum Internacional de Software Livre em Porto Alegre: “Frets On Fire”, uma espécie de “clone” do Guitar Hero.

::Instalando as dependências::

Antes de mais nada será necessário instalar algumas dependências, programas necessários para rodar o jogo.
Para tanto, abra um terminal, logue como root (su) e digite os comandos abaixo um a um, para instalá-los:
yum install python
yum install PyGame
yum install PyOpenGL
yum install numpy

Será necessário, também, instalar o Python Imaging Library. Baixe o arquivo aqui:
http://rpm.pbone.net/index.php3/stat/26/dist/31/size/515960/name/python-imaging-1.1.7-7.fc18.src.rpm

Logado como root, navegue até a pasta onde você baixou (normalmente é cd /home/usuario/Downloads) e mande executar:
rpm -ivh python-imaging-1.1.7-7.fc18.src.rpm

Outra coisa que estou utilizando no meu note (Fedora 18) são os ícones do desktop (como era com o antigo Gnome). Mantenho o visual agradável do Gnome 3, com todos os seus recursos, e tenho os atalhos que quero no desktop. Para que isso seja possível, uma linha de comando instala o Gnome Tweak tools:

yum install gnome-tweak-tool

Depois de instalado, abra-o e logo no primeiro item (desktop/Área de Trabalho) escolha os ícones que você quer que apareçam. O único que mantenho desmarcado é mostrar os volumes montados.

::Baixando o jogo::
Após estas instalações, baixe o jogo: http://fretsonfire.sourceforge.net/
Descompacte para uma pasta no diretório home, recomendo que renomeie esta pasta para “fretsonfire”.
Reinicie o Fedora.

::Criando o atalho::
Se você não se incomoda em abrir o terminal, ir até onde foi descompactado o Frets On Fire com comandos “cd” e digitar python FretsOnFire.py, já pode jogar tranquilamente. Mas se você quer um atalho configurado, siga o tutorial. Primeiramente vamos criar um script. Num terminal, sem logar como root, rode os seguintes comandos, dando enter depois de cada um:
cd /home/usuario/
mkdir jogo
cd jogo
gedit comandos.sh

Abrirá uma tela do editor de texto, cole o seguinte:

#!/bin/bash
cd /home/usuario/fretsonfire/src
python FretsOnFire.py
exit 0

Salve e feche o arquivo. Não se esqueça de substituir “usuario” pelo seu login no fedora. Torne o arquivo executável pelo terminal:

su
chmod +x comandos.sh

Agora vamos criar um ícone para o programa no desktop. No terminal, sem estar logado como root, digite:
gedit fretsonfire.desktop

Abrirá o editor Gedit, cole o seguinte:

#!/usr/bin/env xdg-open

[Desktop Entry]
Version=1.0
Name=Frets On Fire
GenericName=Frets On Fire
Comment=
Exec=/home/usuario/jogo/comandos.sh
Icon=
Terminal=true
Type=Application
MimeType=text/html;text/xml;application/xhtml+xml;application/vnd.mozilla.xul+xml;text/mml;x-scheme-handler/http;x-scheme-handler/https;
StartupNotify=true
Categories=Game;
Keywords=Game;
X-Desktop-File-Install-Version=0.21
Name[en_US]=Frets On Fire

Salve e feche o arquivo. Não se esqueça de substituir “usuario” pelo seu login no Fedora. Entre nas propriedades do ícone, escolha uma imagem para ele, que tal http://images.pbidir.com/progicons/fretsonfire.png  ? Execute o atalho e voilá. É só jogar.

::Jogando::

Após abrir o jogo você escolhe a música e manda ver. As teclas F1, F2, F3 e F4 devem ser tecladas junto com o “Enter” para ir marcando os pontos e acertando nas notas (exemplo: para tocar a 1ª “corda”, pressione simultaneamente F1 + enter. O jogo também possui um tutorial que dá várias dicas. Cuidado para não viciar… 🙂

::Considerações finais::

O atalho abre um script, que se encarrega de abrir um terminal (que em seguida fica em segundo plano), navega até a pasta onde está o jogo e o executa via Python. Com isso você não precisa abrir o terminal para executar o jogo, somente clique no atalho e pronto. Deu um trabalhinho? Talvez sim. Mas é assim que vamos evoluindo no Linux, olhe o conhecimento que você já adquiriu. Abraços!

Fedora 19: MariaDB em vez do MySQL, mas sem Btrfs

Posted by btolinux On fevereiro - 1 - 2013

01-02-2013_Fedora-19-MariaDB

O Fedora 19, que está previsto para chegar maio, vai usar MariaDB em vez do MySQL para aplicações que exigem MySQL. Isto significa que o fork do MySQL irá substituir o projeto proveniente de outra distribuição: O Mageia 2 já fez a mudança de MySQL para MariaDB ano passado e os desenvolvedores do openSUSE planejam migrar da versão 12.3, que está programado para ser lançado em março.

A mudança não afeta os usuários, porque as versões atuais do MariaDB são projetadas para ser totalmente compatível com o original da mesma geração, no entanto, os dois sistemas de banco de dados vão se afastar no futuro. Parece improvável que a mudança do Fedora terá impacto sobre o Red Hat Enterprise Linux (RHEL) 7, mas futuras versões do RHEL pode muito bem ser afetadas por esta mudança.

A mudança para o MariaDB é apenas um dos inúmeros pedidos para ser desenvolvido que o Comitê Gestor de Engenharia do Fedora (FESCO) aprovou em uma reunião IRC esta semana. Por exemplo, ele também aprovou a proposta que, em novas instalações, o udev deve, no futuro, atribuir nomes de dispositivos de rede em si, em vez de invocar biosdevname por padrão; udev ofereceu esta funcionalidade desde systemd 197. Se um usuário instala manualmente biosdevname ou especifica regras de nomeação udev, estas seriam usadas. FESCO aprovou também a proposta de integração do KDE KScreen como gerenciador de telas.

Entre as rejeições está o Fedora Upgrade , um componente que é projetado para permitir aos utilizadores mudar para uma nova versão do Fedora em tempo de execução da mesma forma que os usuários experientes fazem com o yum. Várias razões para a rejeitá-lo podem ser encontradas na discussão preliminar, Bill Nottingham, antigo desenvolvedor do Fedora, listou vários exemplos que tornam impossível a atualização em tempo de execução.

Uma série de solicitações de recursos adicionais para o Fedora 19 ainda estão sendo discutidas. Por exemplo, um membro do projeto Apache foi propôs incluir Apache OpenOffice 4.0 na distribuição como uma alternativa ao LibreOffice, que vem da mesma raiz. O uso de Btrfs como sistema de arquivos padrão da distribuição tem sido discutido entre os desenvolvedores, mas não foi apresentado como um pedido. Como o prazo para apresentação dos pedidos de novas funcionalidades para o Fedora 19 já expirou, a versão 19 do Fedora provavelmente continuará a usar seu sistema de arquivos Ext4 como padrão.

Via H-online.com

Seja LIVRE, use Linux!

Posted by Renato Monteiro On agosto - 22 - 2012

E aí pessoal, tudo bem? Provavelmente alguns de vocês já me conheçam ou já tenham
ouvido falar de mim através do blog http://freelinux-br.blogspot.com, pelo Planeta Fedora ou pelo canal softwarelivre.org. Sou usuário de sistemas Linux desde 2009 e entusiasta do Software Livre em geral, tendo tido a ótima oportunidade de participar de eventos como o Flisol/POA e do Fórum Internacional de Software Livre aqui em Porto Alegre.

Acadêmico em Redes de Computadores e certificado em ITIL-V3 (além daquela pá de cursos que a maioria dos técnicos possui, como hardware, redes, montagem disto e daquilo, etc.), também atuo profissionalmente com Linux, tendo já alguma experiência na área. Para encurtar a conversa, além de ser um dos colaboradores da Revista Espírito Livre, a partir de hoje passarei também a colaborar com o website do projeto. Aproveito aqui para agradecer a GRANDE oportunidade que o João Fernando Costa Júnior, responsável pela revista e pelo site, está me proporcionando. Também agradeço ao Daniel Bruno, que me abriu as portas no Planeta Fedora, ao Marcos Vieira, responsável pela distro Pandorga, uma grande pessoa também!

Nos próximos posts trarei novidades e alguns artigos mais técnicos, que me servem no meu trabalho e na minha casa, onde também acabo sendo técnico e pesquisador. Mas neste primeiro artigo eu quero contar como começou o meu “namoro” com o Linux. Eu já trabalhava com informática naquele não tão longínquo ano de 2002 quando comentei com um colega o quanto eu me sentia “culpado” por utilizar uma licença do Microsoft Office 2000 pirata, e ele me disse: “então seja livre. Use LINUX”.

Eu já tinha ouvido falar do Linux e da complexidade (naquela época) da instalação e da utilização dele, e de fato eu experimentei, meses depois, a distro KURUMIN. Assim como grande parte dos usuários de computador daquela época eu não tinha acesso banda larga, e não consegui fazer praticamente nada, um pouco por falta de conhecimento do sistema e outro tanto devido à não ter conseguido fazer funcionar a Internet nele 🙂 Anos depois eu descobri uma distro então emergente, chamada UBUNTU. Consegui instalá-lo, fazer um particionamento de disco mais correto e (pasmem!) consegui fazer funcionar a minha Internet 3G nele.

Foi então que comecei a estudar tudo aquilo e me determinei a utilizá-lo como meu sistema principal em casa, fazendo tudo o que eu precisasse: acessava a Internet, fechando VPN PPTP com o meu trabalho e acessando os servidores da minha empresa por conexão RDP; gravava os DVD’s para meu filho utilizando o DEVEDE, rodava qualquer formato de vídeo, fazia alguns downloads direto do YouTube, editava imagens e jogava alguns jogos nativos e outros através do WINE. Sim, se o Linux não servisse para tudo o que eu precisasse, não iria mais utilizá-lo. Foram indispensáveis os fóruns e sites de Linux para que eu conseguisse isso e é exatamente neste ponto que quero chegar: se outros usuários não tivessem publicado suas experiências, acertos e erros com o Linux e aplicações livres, talvez eu nunca tivesse evoluído.

Aprendi que a palavra LIVRE não significa somente a liberdade como sentimento ou utopia, mas sim significa ter acesso ao código-fonte e ao núcleo de muitos programas, podendo customizar tudo para que o Linux fique parecido com o que queremos. Passamos tanto tempo trabalhando na frente do computador, por que não fazê-lo mais agradável, rápido e bonito?

Hoje utilizo a distro FEDORA, mantenho um blog que começou como hobby e hoje possui mais de 63.000 acessos do mundo todo. Aprendi com muita gente legal que quando você descobre uma coisa você tem que compartilhar (crowdsourcing) este conhecimento. Aquilo que serviu para você pode também servir para outros usuários e técnicos.

É isso que mantém o Linux vivo, crescente e cada vez mais utilizado no mundo: a colaboração da comunidade. Hoje, casado e pai de dois filhos, continuo mantendo o blog ativo e publicando sempre que posso, tentando retribuir o conhecimento que eu antes precisei e até hoje utilizo como consulta em tantos blogs e fóruns. Não abro mão de opiniões e costumo falar de Deus, rock e outras coisas que vierem na telha, mas sempre pensando em quem irá ler os posts 😛

Por hoje é isso que tenho a dizer, agradeço mais uma vez pela oportunidade!

Renato Monteiro
Twitter: @renatobluesboy

Lançado o Fedora 15

Posted by josemoutinho On maio - 26 - 2011

No dia 24/5, foi lançado o Fedora 15 de codinome Lovelock. Notícias dão conta de que a versão é provavelmente a mais ambiciosa desde o seu primeiro lançamento em 2003.

O Fedora 15 traz diversos recursos que representam melhorias significativas em relação às versões anteiores: as aguardadas inclusão do Gnome 3 como ambiente de trabalho padrão. O Fedora é a primeira grande distribuição a integrar por completo a nova versão do Gnome. Além disso, foi desenvolvido um novo sistema para o gerenciamento de serviços do sistema, o systemd. Essa inovação é capaz de tirar proveito de múltiplos processadores por meio do paralelismo, a fim de reduzir o tempo de inicialização e desligamento.

A nova versão traz, ainda, o LibreOffice como pacote de escritório padrão, em substituição ao OpenOffice.org. Além de incluir o KDE 4.6, suporte à configuração dinâmica de firewall, GCC 4.6, Python 3.2 e Rails 3.05.

Fonte: projetofedora.org