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Criado pelo cofundador da Mozilla, Brendan Eich, o novo navegador Brave lançou nesta semana a sua primeira versão para desktop e aparelhos móveis, incluindo iOS, Android, Mac OS X e Windows.

Com foco em privacidade e velocidade, o Brave redireciona os sites para HTTPS e também traz recursos de adblocking, mas de uma maneira diferente. Em vez de simplesmente apagar todos os anúncios da página, o browser foca em apagar a publicidade que considera invasiva.

Desta forma, os anúncios programáticos que usam o histórico de buscas dos usuários para direcionar os conteúdos serão substituídos por publicidade que o Brave acredita ser mais interessante para o internauta – vale notar que esses anúncios substitutos vem de um catálogo da própria companhia.

“Por padrão, o Brave vai inserir anúncios apenas em alguns espaços de tamanho padrão. Encontramos esses espaços por meio de um robô na nuvem”, afirma a empresa.

No momento, o Brave só está disponível em repositório do Github, o que pode não ser a maneira mais adequada de baixar o navegador para todos os usuários, já possui alguns bugs e o processo exige algum conhecimento sobre o assunto. Quem preferir esperar por uma versão mais estável do browser, pode se inscrever no site da empresa para receber uma notificação sobre o lançamento da versão beta.

Talvez por ainda estar em seus primeiros dias, o Brave ainda não traz alguns recursos essenciais em qualquer navegador, como preferências, gerenciados de favoritos, histórico e pasta de downloads. Segundo o VentureBeat, essas ferramentas chegarão ao programa nas próximas semanas.

Velocidade

“A maneira como nos diferenciamos para a maioria dos usuários, especialmente à medida que crescemos, é por meio da velocidade, porque nenhum outro navegador bloqueia todos os cookies que são rastreamento de terceiros, todas as técnicas de identificação (fingerprinting), todos os scripts que tentam injetar anúncios- bloqueamos todas essas coisas”, afirmou Eich em entrevista ao VentureBeat.

De acordo com o executivo, o Brave consegue carregamento de página até 40% mais rápido no desktop e até quatro vezes mais rápido em aparelhos móveis.

Com informações de IDGNow.
  • Ricardo Toscano

    Ele só esqueceu de desenvolver pra plataforma mais interessada em performance e que ajuda no desenvolvimento.