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A segunda etapa do DARPA Robotics Challenge (DRC) 2013, realizado na cidade de Homestead, Flórida, nos dias 21 e 22 de dezembro, atraiu 16 robôs humanóides de várias partes do mundo. O evento é patrocinado pela DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency), o braço de pesquisas do Departamento de Defesa americano.

O objetivo da competição, que terá sua terceira e última etapa em 2014, é acelerar o desenvolvimento de robôs que possam entrar em ação para ajudar em ações de salvamento e recuperação durante e depois de desastres naturais ou provocados pelo homem.

Durante dois dias, os 16 robôs tiveram que colocar em teste suas habilidades de executar oito tarefas, incluindo subir escadas, dirigir automóveis e atravessar terrenos acidentados. A competição aconteceu na Homestead Miami Speedway, pista de corridas utilizada pela Nascar.

O time japonês Team Schaft, que construiu seu próprio robô humanoide de duas pernas, conquistou 27 do máximo de 32 pontos da competição. O primeiro lugar teve mais mérito por conta de que os japoneses desenvolveram sua própria tecnologia, enquanto que outros times utilizaram robôs criados por empresas especializadas em robótica.

O segundo lugar ficou com time IHMC Robotics, do Florida Institute for Human and Machine Cognition da cidade de Pensacola, que marcou 20 pontos. O terceiro lugar foi conquistado pelo Tartan Rescue, time da Universidade Carnegie-Mellon, com 18 pontos; seguido do time do MIT, com 16 pontos (quarto lugar) e do RoboSimian, criado pelo Jet Propulsion Laboratory da NASA, que ficou em quinto lugar com 14 pontos.

Em sexto, sétimo e oitavo lugares ficaram, respectivamente, o texano TracLabs Inc. que marcou 11 pontos; o time da Worcester Polytechnic Institute, também com 11 pontos (mas em sétimo porque os humanos tiveram de ajudar mais seu robô que o concorrente da TracLabs); e o Trooper, um time criado pelo Lockheed Martin Advanced Technology Laboratories, com 9 pontos.

Os oito colocados agora estão classificados para a próxima e última etapa do desafio, a se realizar em 2014. Esses oito times poderão agora entrar em licitações do governo para fornecer seus robôs e se classificaram para receber até 1 milhão de dólares em fundos para pesquisa.

Robôs para salvar os homens

Durante entrevista antes da competição, o diretor do DARPA, Arati Prabhakar, agradeceu aos times por mostrarem a capacidade humana de criar e trabalhar duro para encontrar uma tecnologia que auxilie nos momentos de desastre. “Mostraremos ao mundo que é possível utilizar robôs quando as catástrofes acontecem. Os times estão aqui para mostrar às pessoas que podemos enxergar e fazer um futuro melhor com apoio da robótica”.

Gill Pratt, gerente de programação do DARPA e responsável pelo DRC, comentou que o lugar escolhido, Homestead, já passou ele próprio por devastações promovidas por desastres naturais e precisou de ajuda em 1992, depois que o Furacão Andrew passou pelo terreno próximo dizimando a Base Aérea de Homestead, matando 65 pessoas e causando mais de 26 bilhões de dólares em prejuízos.

Mas uma catástrofe mais recente – o desastre nuclear de Fukushima, em março de 2011 – inspirou o DARPA a criar a competição DRC. Se na época robôs similares aos que competem hoje no DRC tivessem disponíveis, ele s poderiam ter sido usados para evitar o desastre. “Robôs que vemos hoje são fatos científicos e não personagens de ficção científica”. disse Pratt.

* Com reportagem de Sharon Gaudin – Computerworld (US)

Fonte: IDGNow

  • Éverton Cardozo

    Aham… até que ponto é pra ajudar os seres humanos…

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