Archive for the ‘Notícias’ Category

Por que a privacidade importa

Posted by admin On junho - 18 - 2013

21-05-2013_india-vigilancia-internet

Dados pessoais armazenados por empresas por empresas provedoras de serviços de internet (Google, Facebook, Microsoft, etc.) permitem um escrutínio detalhado das atividades dos usuários. Termos de busca, sites visitados, listas de amigos, dados de localização e até meras “curtidas” dizem muito sobre a personalidade de alguém – especialmente se agregados e organizados em perfis (ou fichas).

Não é novidade. Basta pensar nos anúncios cada vez mais personalizados – e acertados – oferecidos por esses serviços. A publicidade comportamental é o combustível que está por trás da enorme e promissora indústria dos serviços online gratuitos. A novidade é saber que esses “tesouros” não estão tão bem guardados. A ideia de que o governo americano pode ter acesso a essas informações não chocaria tanto caso esse pedido de acesso passasse pelo crivo do Poder Judiciário, apto a verificar se a violação à privacidade de determinado usuário é admissível. Não é o caso do Prism. Com a utilização do sistema, o governo acessa dados de quem bem entender, americanos ou não, tenha motivos ou não.

O argumento comumente utilizado para minimizar a gravidade da violação à privacidade em nome da segurança nacional é o de que “quem não deve, não teme”. A partir daí, surge a pergunta: o quão livre um cidadão se sentiria para realizar suas ações na internet se soubesse que está sendo observado? Talvez ele não pesquisasse por aqueles textos sobre a descriminalização da maconha às vésperas de se submeter a um concurso público. É razoável presumir que a vigilância restringe o desenvolvimento da personalidade e da ação política do cidadão. A partir do momento em que tal monitoramento é possível, o Estado pode adotar práticas indesejáveis, como a consulta ao banco de dados como requisito para a concessão de benefícios e/ou direitos civis e políticos.

A “teletela orwelliana”

Dessa crise podemos tirar a lição que o direito à privacidade tem um valor social muito grande no mundo em rede. Ele não pode mais ser entendido como um direito de “ficar sozinho”. A privacidade virou condição de liberdades individuais e direitos políticos. É por isso que o direito à privacidade encontra-se consagrado em inúmeros tratados internacionais, como no Artigo 12 da Declaração Internacional de Direitos Humanos, e constituições ao redor do mundo.

Ao secretamente ter acesso aos dados de cidadãos americanos e estrangeiros, o governo dos EUA viola um direito assegurado não só em seu ordenamento interno, mas também no de outros muitos países. O brasileiro que tem seus dados acessados sob o Prism, sofre, sem saber, uma violação ao seu direito à privacidade, garantido pela Constituição Federal. É como se o governo americano estivesse ignorando não só os mandamentos do constituinte pátrio, mas também a soberania do Estado brasileiro.

Sozinha, a tecnologia não dá conta de imunizar cidadãos contra violações e abusos. Novos mecanismos para burlar eventuais barreiras tecnológicas sempre podem ser criados. É nesse sentido que o uso da tecnologia deve se aliar ao direito nacional ou internacional. Limites devem impor não só deveres aos Estados – como o respeito à esfera privada –, mas também assegurar ao cidadão mecanismos de controle sobre suas informações pessoais. Democracias devem usar o direito como ferramenta de regulação, servindo de escudo para a tutela do direito à privacidade em detrimento de modelos de negócio que possibilitam o acúmulo desse enorme volume de dados pessoais, facilmente acessáveis pela NSA e pelo FBI. A possibilidade de formação desses bancos de dados expõe o usuário às mesmas lentes nefastas da “teletela orwelliana”. O fato é que os modelos de negócio que imperam na rede hoje propiciam campo livre para a vigilância governamental. Deixar de regulamentar a coleta de dados (privadas e estatais) por meio da criação de barreiras tecnológicas ou jurídicas é negar uma ferramenta preciosa à autonomia do indivíduo e à sociedade democrática. É permitir que 2013 se torne 1984.

Com informações de Observatório da Imprensa.

Computador ficou 61% mais barato em dez anos

Posted by admin On junho - 18 - 2013

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O preço médio dos computadores despencou 61,3% nos últimos 10 anos no Brasil, segundo levantamento realizado pela Intel e divulgado nesta segunda-feira, 17.

A queda é atribuída à isenção de impostos sobre os produtos de informática; ao aumento da fabricação local de componentes; à queda do dólar; ao aquecimento da economia local e à força do mercado brasileiro, hoje o quarto maior consumidor.

“Nunca o computador foi tão acessível para as camadas mais baixas da população”, afirma Fernando Martins, presidente da Intel Brasil. “Dez anos atrás, ter um computador em casa era o sonho de muitas famílias na classe C. Hoje, este sonho nunca esteve tão próximo da realidade.” Para ele, o consumo de produtos eletrônicos e de tecnologia está no alto da lista de prioridades das famílias.

Segundo a pesquisa, enquanto em 2003 um computador com configuração básica, equipado com processador Intel Celeron de 1.3 GHz, 128 MB de memória e sistema operacional Windows XP, custava entre R$ 1.890 a R$ 2.300 no varejo, atualmente é possível adquirir computadores com tela sensível ao toque e o novo sistema operacional Windows 8 por preços que começam a partir de R$ 1.300,00.

Os eletrõnicos – TV, som e informática – também foram avaliados pelo levantamento, e tiveram queda de 52,6% no preço médio na última década.

Com informações de Olhar Digital.

Como montar sua rede WiFi

Posted by admin On junho - 18 - 2013

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A chegada da internet sem fio para acesso livre em uma cidade, em geral, é consequência da digitalização dos serviços municipais. A cidade que deseja se tornar digital precisará investir em infraestrutura, seja contratando operadoras de comunicações e provedores de acesso à internet banda larga, seja criando sua própria rede. O primeiro modelo pode ter menor custo no curto prazo, mas exigirá manutenção e revisão periódica de contratos, o que pode onerar o orçamento público nos anos seguintes.

Por isso, analistas sugerem que a melhor alternativa para as cidades é criar um anel de fibra óptica próprio, que passe por todas as instituições municipais, estaduais e também federais, compartilhando tecnologia e eventuais custos. No perímetro do anel, que integra os sistemas dos órgãos públicos, é possível instalar hotspots de acesso gratuito, com boa velocidade. A fibra se conecta então a um backbone, que pode ser de uma operadora, como Telebras; de uma empresa local ou municipal – Procempa, de Porto Alegre, ICI, de Curitiba, e Prodepa, do Pará, são empresas criadas para suprir as necessidades informacionais das cidades, e que acabaram se tornando as operadoras e provedoras onde atuam.

“O backbone da Telebras leva a banda larga até uma entrada da cidade e, dentro da cidade, a distribuição desse link se dá pelo backhaul de fibra que interliga os principais prédios da cidade. A partir daí se começa a distribuir a rede via WiFi”, explica Fátima Olmos, gerente de negócios e soluções do CPqD, centro de pesquisa e desenvolvimento em tecnologia que participou da implantação de diversas cidades digitais. Essa topologia não é mandatória. “Se a cidade quiser simplesmente instalar o WiFi, pode. Mas o backbone é necessário porque o tráfego nessa rede principal é maior do que no acesso da população”, diz.

Segundo Carlos Henrique de Oliveira, pesquisador e consultor também do CPqD, alguns passos são essenciais para um projeto de WiFi público funcionar com qualidade, sem frustrar a população. O momento mais importante de todos é o de planejamento, que se divide em várias fases. “Na primeira, se faz o levantamento de requisitos. Se isso não for feito de forma refinada, o projeto fica mais caro lá na frente”, diz.

Para não faltar nada no plano é preciso traçar os requisitos explícitos da rede de comunicação. Determina-se o número de hotspots, qual perfil de público atendido e locais, como postos de saúde, escolas etc. “Também determina-se requisitos implícitos: como vai ser concedido o acesso para cada participante da rede. É importante ter um controle do acesso para evitar que a banda fique muito compartilhada, o que vai irritar o usuário e tornar a experiência ruim”, diz Oliveira.

Também é preciso fazer o levantamento jurídico de funcionamento da rede, verificando quais as faixas de frequência poderão ser usadas. “A administração pública pode trabalhar com faixas não licenciadas, de 900 MHz, 2,4 GHz e 5,8 GHz (resolução 506 da Anatel), e com faixas de frequências licenciadas de 2,5 GHz e 3,5 Ghz (resoluções 544 e 537), em que parte é usada pela prefeitura para serviços dos órgãos da administração pública”, observa.

A segunda etapa consiste no site survey, ou, pesquisa de campo. Aqui, faz-se o levantamento da ocupação do espectro de frequências e da infraestrutura pré-existente. Os engenheiros determinam se as faixas de frequência a serem usadas estão disponíveis e se os locais onde haverá a instalação precisam de reformas ou ampliações. Na terceira fase acontece a predição de cobertura, baseada em softwares especializados para determinar a distribuição das redes de acesso (WiFi) e do backhaul (WiMAX ou WiMesh) para transporte dos dados até o data center da prefeitura. “O que vai determinar a experiência do usuário é um projeto criterioso destas redes em função da demanda dos usuários e dos tipos de serviços”, observa. É um aspecto importante, pois o projeto não é só cobertura de rádio, mas atendimento da capacidade de tráfego demandada.

A quarta etapa diz respeito à engenharia de tráfego, quando a prefeitura informa quais serviços vão usufruir da rede e a demanda mínima de cada um. Câmeras de vigilância, comunicação por voz sobre IP (VoIP) ou acesso a internet por dispositivos fixos e móveis, são alguns exemplos. “Nessa etapa de modelagem do tráfego, aplica-se o fator de overbooking. Não se deve fazer o planejamento com base no pico, pois isso deixa a rede ociosa na maior parte do tempo”, diz.

Por exemplo, um terminal VoIP precisa de uma rede de 256 kbps para funcionar satisfatoriamente, mas nem todos os terminais serão usados ao mesmo tempo. Com base em observações da forma de uso, os engenheiros de telecomunicações chegaram a um fator de overbooking de 4:1, segundo o qual é possível ter até quatro usuários no mesmo canal em momentos distintos. “Para uso de internet, o fator pode ser ainda maior”, ensina Oliveira.

Depois de tudo isso, vem a especificação dos equipamentos necessários para a construção da rede e a elaboração do projeto básico de referência. “Quanto mais completo estiver, melhor”, reforça Oliveira. Por fim, vêm as fases da licitação, acompanhamento da implantação, testes de aceitação e comissionamento da rede. Do planejamento à conclusão, em média, passam cerca de dois anos.

Por conta de tantas etapas e das necessidades específicas de cada município, é difícil estabelecer um custo médio por projeto. Mas é possível estimar o custo por quilômetro de fibra instalada, de ligação aos pontos e criação dos hotspots. Segundo Rogério  Santanna, ex-presidente da Telebras e atual consultor em governo eletrônico e telecomunicações,  “uma cidade média, que faça 10 km de fibra óptica, vai gastar cerca de R$ 1,5 milhão para fazer o backbone e R$ 850 para fazer a ligação por ponto com fibra óptica. Além dos custos dos hotspots”. Nesse caso, o preços dos equipamentos variam conforme as necessidades, como alcance do sinal e recursos de segurança.

Santanna chama a atenção para a importância do planejamento a longo prazo, prevendo a expansão da rede ou crescimento do consumo de banda: “O tráfego cresce no mínimo 10% ao ano. Se o crescimento da cidade ou da rede for acelerado, pode aumentar em até 30% a cada ano”. Prefeituras e estados não podem explorar comercialmente o acesso à internet; por isso, caso seja necessário obter recursos, a solução é recorrer a parcerias com provedores locais. Por fim, ele reforça que apenas dar acesso não é política pública. “Para ser uma cidade digital, tem de oferecer acesso gratuito em espaços públicos, praças, parques, órgãos da administração pública. Mas, também, é preciso oferecer serviços de governo eletrônico, como emissão de alvará e licenças”, lembra. (R.B.B.)

Com informações de ARede.

Em crescimento, sites buscam modelo de negócio viável

Posted by admin On junho - 18 - 2013

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O número de organizações de notícias sem fins lucrativos em plataformas digitais continua a crescer nos EUA, mas muitas delas ainda lutam para encontrar um modelo de sucesso a longo prazo. Um novo estudo do Pew Research Center concluiu que estas organizações estão descobrindo como diversificar suas fontes de financiamento, mas a maioria depende de doações de fundações (75%) e indivíduos (71%) para sobreviver.

Foram examinados o modelo administrativo, foco editorial e saúde financeira de mais de 170 organizações de notícias online no país. Entre estas organizações estavam sites com foco em notícias nacionais e locais, além de páginas dedicadas a temas específicos, como jornalismo investigativo, política e meio ambiente.

O cenário geral encontrado pelo estudo é misto. Há crescimento entre estes sites, mas muitos sofrem com a falta de recursos necessários para ampliar suas operações e garantir algum tipo de segurança financeira. Eles tentam, cada vez mais, encontrar novas maneiras de obter recursos. A maioria indicou que arrecadou 500 mil dólares ou menos em 2011. Mais da metade disse ter pelo menos três fontes de receita.

Frutos da crise

Ainda há dúvidas sobre a viabilidade, a longo prazo, do modelo de financiamento por doações de grandes fundações. No total, três quartos das organizações afirmaram que recebem atualmente verba de fundações. Pelo menos 61% das organizações disseram que o dinheiro de doações foi responsável por um terço de seu financiamento inicial, mas apenas 28% disseram que estes financiadores renovaram a doação.

Além das fundações, muitas organizações adotam uma combinação de publicidade (ou patrocínio de empresas, como é chamado por algumas delas), eventos e parcerias de mídia. Mas quando comparada ao dinheiro gerado pelas doações, a fatia destas outras fontes ainda é pequena.

Muitos dos sites foram fundados durante ou logo após a recessão nos EUA, quando muitos jornalistas perderam seus empregos e acabaram se aventurando em modelos alternativos de jornalismo. O crescimento deles chamou a atenção da Receita Federal americana, que estaria sendo mais rígida no processo de concessão do status 501(c)(3) – que garante isenção de impostos para doações – para este tipo de organização. Mas apenas 11% das organizações pesquisadas disseram ter tido problema com a Receita.

Ainda segundo a análise do Pew, os números sugerem que alguns grupos que conseguiram o status 501(c)(3) estão indo melhor do que os outros: tendem a ter múltiplas fontes de financiamento, além de orçamentos e equipes maiores do que grupos que dependem de outras organizações.

Alguns dados encontrados pelo estudo:

** A maioria das organizações emprega até cinco pessoas.

** Mais de um terço têm como foco notícias do estado, seguido por notícias locais e, depois, pelas notícias nacionais.

** 26% delas cobrem notícias de interesse geral, com o resto dividido entre temas como saúde, meio ambiente e governo.

** Muitos dos sites continuam a ver crescimento de público: 79% dos veículos sem fins lucrativos disseram que seu tráfego aumentou no último ano, e um quarto dos sites reportaram crescimento de mais de 75%.

** Um dos maiores problemas vistos pelos membros das organizações sem fins lucrativos é “encontrar tempo” para administrá-las (62%) – a maioria disse que dedica de 10 a 24% do seu tempo para este fim.

** Há um senso de otimismo: 81% acreditam que terão estabilidade em cinco anos.

Com informações de Observatório da Imprensa.

18-06-2013_internet

Edward Snowden desembarcou no aeroporto internacional de Hong Kong, há aproximadamente um mês, com quatro laptops que lhe davam acesso a algumas das informações mais sigilosas do governo americano. Vindo do Havaí, onde trabalhava em uma empresa que presta consultoria para a Agência de Segurança Nacional (NSA), Snowden, de 29 anos, é o homem responsável pela maior quebra do sistema de inteligência da história recente dos EUA.

Ele revelou que, em nome da guerra contra o terror, o governo americano armou um gigantesco esquema de vigilância de telefones, emails e todo tipo de comunicação online. Diante da revelação, a NSA ressaltou que monitorava via internet “apenas estrangeiros”, e não cidadãos americanos, como se a observação suavizasse as coisas.

Nas últimas semanas, Snowden foi descrito por organizações de notícias como “o homem mais procurado da América” e chamado de “desertor” por membros do Congresso americano, que exigem que ele seja punido. Depois de vazar as informações sigilosas – publicadas pelo jornal britânico The Guardian e pelo Washington Post – e revelar sua identidade, ele desapareceu. Em entrevista ao Guardian, ele justificou sua ação: “Não quero viver em uma sociedade que faz este tipo de coisa”.

Antes de sumir, Snowden também deixou claro que, apesar de querer se identificar, queria evitar se tornar foco da cobertura midiática. “Não quero a atenção pública porque não quero que a história seja sobre mim. Quero que seja sobre o que o governo americano está fazendo”. Ainda em entrevista ao jornal britânico, ele afirmou: “Eu realmente quero que o foco esteja nestes documentos e no debate que, eu espero, acontecerá entre cidadãos em todo o mundo sobre em que tipo de mundo queremos viver”.

Cubo mágico

Snowden tinha a ideia de que não podia confiar nas grandes e tradicionais organizações de mídia de seu país. Procurou, em vez disso, jornalistas alternativos e que estivessem à vontade com a cultura dos blogs e das mídias sociais. Confiou no comentarista do Guardian Glenn Greenwald, que vive no Brasil. Os dois começaram a se corresponder em fevereiro – sem que Greenwald soubesse a identidade de seu interlocutor. Um mês antes, Snowden já havia procurado a jornalista e documentarista Laura Poitras.

Greenwald não sabia se as informações que recebia eram genuínas, e portanto não fez nada com elas. Em março, recebeu uma ligação de Laura, que o convenceu de que o assunto era sério. Greenwald e Snowden estabeleceram um sistema seguro de comunicação para a troca de documentos sobre o programa secreto de vigilância da NSA, batizado de Prism, que coleta informações das principais empresas de tecnologia do mundo.

No fim de maio, Greenwald viajou a Nova York para conversar com editores do Guardian, e, no dia seguinte, foi com Laura para Hong Kong se encontrar com Snowden. Laura e Greenwald nunca haviam visto uma foto do vazador. “Ele tinha um esquema elaborado para nos encontrar”, conta o jornalista. Eles tinham que ir a um lugar específico no terceiro andar de um hotel e pedir, em voz alta, informações sobre o endereço de um restaurante. Snowden disse a Greenwald que estaria segurando um cubo mágico.

Os dois jornalistas ficaram surpresos ao encontrar um homem de 29 anos como seu informante. “Eu esperava um veterano grisalho de 60 anos, alguém do alto escalão do serviço de inteligência”, lembra Greenwald. Depois de escutar Snowden por uma hora, no entanto, ele diz que passou a confiar totalmente no jovem.

As entrevistas com Snowden – junto com os documentos vazados – deram ao Guardian diversos furos, da ordem mostrando que o governo americano havia forçado a gigante das telecomunicações Verizon a entregar os registros telefônicos de milhares de americanos à existência do Prism.

A história sobre o programa de vigilância online também foi publicada pelo Washington Post porque Laura, que trabalha como freelancer, havia entrado em contato com o repórter investigativo Barton Gellman sobre o assunto. Laura acabou trabalhando em conjunto com os dois jornais. Poucos dias depois da revelação do Prism, o Guardian divulgou a entrevista em vídeo concedida a Snowden por Greenwald – e filmada por Laura.

Sacrifício

Snowden tinha uma carreira sólida, um bom salário e uma vida confortável no Havaí. “Estou disposto a sacrificar tudo porque não posso, em sã consciência, permitir que o governo americano destrua a privacidade, a liberdade da internet e as liberdades básicas de pessoas em todo o mundo com esta máquina massiva de vigilância que está sendo construída secretamente”, afirmou.

Fato é que sua ação abriu o debate sobre o equilíbrio entre segurança e privacidade no mundo moderno. Mas – ao contrário do que desejava – ele também se tornou foco da discussão: seria Snowden mocinho ou bandido? Herói ou traidor?

Com informações de Observatório da Imprensa.

Debian 7.1 ”Wheezy” recebe primeiras correções

Posted by Diego Lottermann On junho - 17 - 2013

debian

O projeto Debian disponibilizou Debian 7.1, e uma atualização para o lançamento de maio da última versão estável da distribuição Linux, Debian 7 “Wheezy”. A atualização se concentra principalmente em correções de segurança, com cobertura de 33 Alertas de Segurança Debian e suas correções associadas. Usuários que atualizam regularmente a partir de security.debian.org já terão recebido essas correções. Há também várias “correções importantes” para cerca de 60 pacotes como alsa-base, apt, cyrus-imapd, empatia, isc-dhcp, Keystone, LibreOffice, libvirt, openvpn, php5, readline, tzdata e xorg.

Todos os detalhes de quais pacotes foram alterados estão incluídos no log de alterações Debian 7.1. Como de costume, os desenvolvedores do Debian lembram os usuários que não precisam jogar fora todos os CDs ou DVDs apenas atualizar através de um espelho up-to-date após a instalação trará uma instalação Debian em mesma linha com o Debian 7.1. Imagens para nova mídia de instalação estão sendo disponibilizadas. Debian 7.1 já está disponível para download na internet ​​imagens pequenas e com torrents para o pleno DVD e imagens de CD.

Com informações de : The H Online

Lançado Window Maker Live 2013-06-05

Posted by admin On junho - 17 - 2013

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Window Maker Live é uma distribuição baseada no Debian Linux, que integra o gerenciador de janelas Window Maker com componentes open-source bem conhecidos em uma atraente interface gráfica de usuário. Nessa nova versão, o Firefox e o Thunderbird não são pré-instalados. Houve atualização da biblioteca libgnome, do OpenSSL, Vim, o_bash, dentre outros. Todas as modificações feitas, envolvendo ajustes, correções, implementação de novas funcionalidades e remoção de alguns componentes podem ser vistas em suas notas de lançamento.

Window Maker Live é uma distribuição baseada no Debian Linux que aplica o gerenciador de janelas Window Maker como a interface gráfica de usuário padrão e integra componentes open-source bem conhecidos, disponíveis a partir de uma interface atraente e bastante utilizável. A distribuição inclui componentes integrados do GNOME, bem como o navegador Firefox e o cliente de e-mail Thunderbird sendo que ambos são reforçadas com a add-ons essenciais para a sua produtividade.

Com informações de Window Maker Live e Under-Linux.

Lançado Peppermint Os Four

Posted by admin On junho - 17 - 2013

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O desenvolvedor líder Kendall Weaver anunciou o lançamento do Peppermint OS Four. Essa próxima e melhorada versão do sistema vem a público para que seus usuários possam fazer seus downloads e atualizações. A nova versão é baseada no Ubuntu 13.04 e usa o ambiente desktop LXDE, trazendo ainda o Xfwm4 ao invés do Openbox como gerenciador de janelas.

Outros novos recursos desta versão trazem exemplos de jogos por padrão, incluindo Entanglement e First Person Tetris . Os desenvolvedores também adicionaram alguns pacotes para tarefas populares, tais como artes gráficas e fotografia para a seção Destaque do Gerenciador de Software.

Peppermint OS é uma distribuição baseada no Lubuntu Linux, que pretende ser muito rápida e fácil a partir dos recursos disponibilizados pelo sistema. Empregando tecnologia Prism Peppermint da Mozilla, ele integra-se perfeitamente com a nuvem e com aplicações baseadas na Web. Outras características da distribuição incluem atualizações automáticas, de fácil instalação passo-a-passo, além da elegância, interface amigável e aumento da mobilidade.

O download das versões de 32 e 64 bits pode ser feito em http://peppermintos.com.

Com informações de Peppermint e Under-Linux.

Empresa cria computador menor do que uma moeda

Posted by admin On junho - 17 - 2013

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Os celulares de hoje em dia carregam muito mais poder de processamento que muitos computadores várias vezes maiores. Mas os computadores também estão reduzindo de tamanho, como mostra um novo projeto de uma empresa chamada Variscite, que desenvolveu uma máquina menor que uma moeda.

O dispositivo, que lembra bastante o Raspberry Pi, tenta ser ainda menor. Seu nome é DART-4460, e conta com um processador ARM Cortex-A9 e mede apenas 52 mm x 17 mm x 4,7 mm.

Com um tamanho desses, obviamente ele não é um PC dos mais potentes, mas ainda é eficiente. O processador é dual-core, com clock de 1,5 GHz, com 1 GB de memória RAM e placa gráfica PowerVR SGX 540. O dispositivo roda o Android 4.1 (Jelly Bean), mas pode rodar outros sistemas baseados em Linux.

São 8 GB de armazenamento interno e o DART-4460 ainda conta com Wi-Fi, Bluetooth 4.0, saída HDMI, slot para cartão SD e USB. Ele é voltado principalmente para desenvolvedores.

Fonte: Olhar Digital

Osesp transmite performance pela internet

Posted by admin On junho - 17 - 2013

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A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Osesp, fará sua quinta apresentação com transmissão online dia 4 de julho. Para assistir, basta acessar o hotsite da Orquestra. Não é precisa se inscrever ou fornecer qualquer tipo de dado, basta possuir uma conexão à internet banda larga.

Até o final deste ano, outras duas novas apresentações terão presença online. O Concerto Digital Online é fruto de uma parceria com a empresa Exceda. O projeto, iniciado em julho de 2012, já alcançou picos de audiência de 95 mil acessos em apresentações anteriores.

Com informações de Osesp.

Europa universaliza banda larga de até 30 mbps

Posted by admin On junho - 17 - 2013

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Balanço divulgado nesta quinta (13) pela Comissão Europeia sobre a disseminação de tecnologias da informação e comunicação (TIC) entre os países-membros aponta que a banda larga básica (até 30 Mbps) está praticamente universalizada, alcançando 95,5% dos lares.

A tecnologia via satélite acabou sendo utilizada para cobrir 4,5% da população que não era atendida pela banda larga fixa. A banda larga rápida – acima de 30 Mbps – já alcança 54% dos cidadãos dos países da comunidade, mas a ultra banda larga (acima de 100 Mbps) somente atinge 2% da população, ainda muito longe da meta estabelecida, de chegar a 50% dos habitantes, em 2020. Os dados mostram também que 87% das empresas e 44%  dos cidadãos usam serviços de eGov.

No entanto, o documento aponta problemas que impedem os europeus de se beneficiarem ao máximo de suas conexões. Segundo a pesquisa, apenas 2% das famílias possuem banda larga ultrarrápida (acima de 100 Mbps). Mais chocante, 50% dos cidadãos não têm domínio de informática – o que faz com que 40% das empresas tenham dificuldades em recrutar profissionais de TI. Estima-se que, em 2015, haverá 900 mil vagas na área.

Por tais motivos, a Comissão irá propor formas de criar um mercado comum das telecomunicações, e fará uma reunião para debater o tema na próxima terça-feira (17). A comissária Neelie Kroes afirmou que, se por um lado está satisfeita com a universalização da banda larga básica, acha que os países europeus não podem ficar “brincando com jogos do passado”. Para ela, o principal problema é a falta de investimentos nas redes de banda larga ultrarrápidas e na inexistência de um único mercado de telecomunicações entre os países.

Com informações de Tele.Síntese.

28-05-2013_google-logo

Google lançou neste sábado (15) um projeto para levar internet a bilhões de pessoas que vivem em áreas remotas, pobres ou afetadas por desastres naturais, por meio de balões gigantes de hélio equipados para transmitir sinais Wi-Fi.

A companhia anunciou o programa, chamado “Project Loon”, em seu blog oficial, e pretende criar “uma rede de internet no céu”. Para isso, o Google usará balões de cerca de 15 metros de diâmetro que, graças à energia solar, subirão à estratosfera e ficarão unidos sobre uma zona específica graças a “complexos algoritmos e muito poder informático”, explicou Mike Cassidy, diretor do projeto.

“Ainda estamos na primeira etapa, mas construímos um sistema que usa balões, levados pelo vento ao dobro da altitude na qual voam os aviões comerciais, para proporcionar acesso à internet a velocidades similares ou mais rápidas que as das redes de 3G de hoje”, disse Cassidy.

A equipe iniciou neste sábado (15) um projeto-piloto na Nova Zelândia, dotado de 30 balões que tentarão conectar 50 pessoas em um primeiro teste destinado a “aprender sobre como melhorar a tecnologia e o desenho dos balões”. “No futuro, gostaríamos de iniciar projetos-pilotos em países que compartilhem latitude com a Nova Zelândia”, afirmou Cassidy.

Essa faixa inclui Argentina, Chile, África do Sul e Austrália, situados no paralelo 40, que apresenta condições estratosféricas ideais para o projeto do Google. “Imaginamos que, algum dia, vocês serão capazes de usar seu celular com seu fornecedor de serviço atual para se conectar aos balões e conseguir uma conexão onde hoje não há”, apontou.

Cassidy reconheceu que a ideia “pode soar um pouco louca”, mas “tem um respaldo científico sólido”. O projeto foi desenvolvido por engenheiros do laboratório secreto Google X, situado no Vale do Silício, na Califórnia.

Segundo o “capitão” desses projetos no Google X, apelidado de Astro Teller, o grande desafio do Project Loon foi “organizar os balões” por meio das correntes de ar da estratosfera para que se mantenham juntos, e garantir que “quando um abandonar o grupo, outro chegue para tomar seu lugar”.

O sistema consiste em uma série de antenas de internet que se conectam com um dos balões, que por sua vez se contatam ao resto e depois a uma estação terrestre que está ligada a um fornecedor da internet. Os balões filtram todos os sinais da internet para processar só os que procedam do projeto do Google, que pode também dirigi-los para que aterrissem em vários pontos designados e possam ser reciclados.

O fato de, na maior parte da estratosfera, os ventos circularem “de oeste a leste” permitirá eventualmente que “o balão que está acima da África do Sul possa passar acima da América do Sul”, explicou Astro Teller no vídeo do projeto.

O objetivo do Google é “começar um debate sobre como conseguir que 5 bilhões de pessoas que vivem em áreas remotas” se conectem à internet, explicou Cassidy em entrevista ao jornal “Washington Post”.

O Google precisará da permissão dos governos dos países nos quais queira fazer circular seus balões, que ficam cerca de cem dias no ar e cujo sinal pode ser captado sempre que o receptor estiver em um raio de 38 quilômetros. Cassidy considera que o programa pode marcar uma grande diferença na maioria dos países do hemisfério sul, onde “o custo de uma conexão com a internet é superior ao da renda mensal”.

Fonte: G1

Lançado CoGrOO 4.0.0

Posted by admin On junho - 16 - 2013

CoGrOO

Foi anunciado o lançamento do CoGrOO 4.0.0. Como muitas novidades, o CoGrOO teve seu núcleo totalmente reformulado, proporcionando uma redução significativa no número de intervenções indevidas.

Confira outras novidades e baixe gratuitamente em http://cogroo.org/download/current.html.

Confira também o CoGrOO Comunidade, onde você pode experimentar o CoGrOO no menu “Análise Gramatical: http://comunidade.cogroo.org.

Lembrando que desde sua versão 4, o LibreOffice vem com o corretor gramatical Vero Gramatical. Eles podem ser instalados simultaneamente, mas apenas um funcionará a cada momento. Caso queira experimentar o CoGrOO no LO 4 ou melhor siga as instruções em http://cogroo.org/help/faq.html#libreoffice4.

Com informações de CoGroo.

Evento: UEADSL2013.1

Posted by admin On junho - 16 - 2013

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Inicia amanhã o UEADSL2013.1, ao qual solicitamos ampla divulgação. Sua participação é fundamental para o sucesso do evento.

Para participar, acesse a página da programação a partir da página inicial do ueadsl (http://ueadsl.textolivre.pro.br), escolha as propostas do dia que deseja acompanhar e siga para o blog pelo link disponível na programação: toda a interação é feita no blog, com comentários.

As propostas ficam em foco durante dois dias. Cada bloco de dois dias possui um editorial com sínteses dos artigos do bloco: sua leitura poderá facilitar a escolha dentre tantos trabalhos aprovados. Não deixe de acessar as conferências de encerramento, dos palestrantes convidados, já disponíveis para debate.

Na página inicial do evento você também tem acesso a notícias, à página para votação pública do melhor trabalho do evento, a um tutorial de participação e ao chat da secretaria, no qual estaremos aguardando para ajudá-lo no que for preciso.

Em cada dia do evento será dado destaque aos melhores trabalhos, segundo a Comissão Científica, e aos mais visitados de cada dia. A divulgação dos resultados é publicada diariamente em https://under-linux.org/blog.php?u=38255.

A inscrição no UEADSL2013.1 é gratuita e todos os participantes com pelo menos 3 comentários em palestras diferentes receberão certificados de participação. Para outros detalhes sobre a participação, clique aqui.
O UEADSL é promovido pelo grupo Texto Livre e tem apoio da Faculdade de Letras da UFMG.

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O Comitê Técnico de Implementação de Software Livre do Governo Federal, convida você a participar da palestra Debian 7.0 – o que há de novo?, que será realizada no dia 18 de junho de 2013.

Descrição da palestra:
Um breve passeio passando pelas novidades do Debian 7.0. Das arquiteturas e do novo sistema multiarch até os pacotes mais importantes e sua “debianização”, tudo o que você precisa saber sobre a novíssima versão do Sistema Operacional Universal.

Horário: 14h ás 16h
Local: Auditório do Serpro – Porto Alegre

Palestrante: Pablo Lorenzzoni
Pablo é sócio-fundador da Associação Software Livre.Org e integra o Comitê Organizador do Fórum Internacional Software Livre. É desenvolvedor do projeto Debian, sendo também membro-fundador do grupo de usuários Debian do Rio Grande do Sul. Também é sócio-diretor da Propus Informática Ltda. Nas horas vagas Pablo é médico especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem pelo Colégio Brasileiro de Radiologia na Santa Casa de Porto Alegre, é casado com Brenda e pai do Marcelo.

Transmissão:
A atividade será transmitida via internet pelo serviço Assiste – Vídeo Streaming Livre do Serpro.

Para acompanhar, acesse: assiste.serpro.gov.br/cisl/

Para encaminhar perguntas durante a palestra, enviem para o e-mail CISL cisl@serpro.gov.br,  twitter @CISLGovBR ou facebook www.facebook.com/cislgovbr

A internet e o (ainda) mito da mídia independente

Posted by admin On junho - 16 - 2013

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Muito se discute sobre mídias alternativas e a democratização dos meios de comunicação. Com a chegada da mídia interativa, a internet, fichas foram apostadas que essa seria a plataforma ideal para alavancar de uma vez por todas veículos independentes e paralelos que pudessem dar aos leitores e usuários uma visão diferente sobre determinados assuntos, uma visão que não era abordada até então pelos tradicionais meios de comunicação. Na teoria, a ideia é linda, mas na prática não estamos vendo isso.

Primeiro de tudo que essa democratização para muitos não significa, necessariamente, a criação de veículos no mesmo patamar de qualidade e abrangência de uma Rede Globo ou de um Estado de S.Paulo. Para muitos, a democratização da mídia passa, necessariamente, pelo aniquilamento dos grandes veículos existentes no país, a extinção da chamada mídia conservadora.

A ideia é tão simplória que até mesmo outros veículos a possuem. No caso da Record, por exemplo, há um certo nível de paranoia e obsessão em ser a mídia número um do Brasil. O motivo não seria ser a mídia número um, mas o de apenas tirar da Globo esse patamar por décadas mantido. O lema empregado pela emissora já perdeu o real sentido há algum tempo e faz com que pensemos que a briga não é mercadológica, mas puramente – e novamente – uma questão de filosofia religiosa.

Pensamento reacionário

Nos Estados Unidos, comumente observamos pequenas cidades com três ou quatro emissoras de TV e três ou quatro jornais impressos, fora emissoras de rádio, portais, sites e até blogs independentes. No Brasil não há como negar que possuir apenas uma emissora de TV, como a Globo, e três ou quatro jornais nacionais é muito nocivo. Esses números deveriam ser a realidade de cada município ou região de municípios do Brasil. Entretanto, não observamos projetos concretos por parte da mídia alternativa em propor ideias realmente eficientes. Quando propõem, os grandes veículos barram. É um contexto amarrado onde quem perde é o brasileiro, mais uma vez.

Esse sistema preso gera como consequência dois danos bem específicos. Um deles seria o de exibir apenas um lado do cenário, ou seja, grandes veículos de comunicação adotam certas posições políticas e mercadológicas que impedem que determinadas visões sejam exploradas em seus canais, seja portal, TV ou revista. Isso impede que uma legião de brasileiros tenha total e ampla noção de uma específica fonte, já que muitas vezes a ideologia de uns prevalece em meio aos caos informacional.

Por outro lado, temos quem defende a mídia alternativa propondo dos mais básicos aos mais absurdos projetos de democratização do setor. Como comentei lá no começo, para muitos segmentos essa democratização significa a extinção dos grandes meios ou, pelo menos, fazer com que os mesmos percam força e relevância. É um pensamento tão reacionário que faz com que o Brasil figure em dezenas de pesquisas, relatórios e levantamentos internacionais como um dos países onde a liberdade de imprensa e de expressão apresenta perigosas tendências de sufocamento.

Plataformas digitais

Qual seria, então, o cenário ideal? Em um cenário quase utópico poderíamos imaginar um país com centenas de impressos relevantes e algumas dezenas a nível nacional. Emissoras de TV pipocariam e teríamos a valorização de contextos regionais, do norte ao sul, onde o Brasil poderia conhecer e reconhecer todos os “países” que aqui existem. Grandes emissoras de rádio, portais e sites e blogs independentes figurariam como mídias paralelas que trariam visões diferenciadas sobre determinados assuntos, enriquecendo o poder de crítica da sociedade.

Tudo isso é utópico porque ainda não soubemos aproveitar as ferramentas disponíveis. Muito se critica a qualidade da Globo e a sua possível má influência para com os brasileiros. A verdade é que a emissora consegue fazer grande parte do país literalmente parar quando exibe a final de uma novela ou episódios do reality Big Brother Brasil. Quem para para ver? Tanto quem defende a mídia independente como quem é contra. É uma espécie de contradição a nível nacional. Se a Globo realmente fosse tão ruim e prejudicial ao país, a TV Cultura jamais estaria abandonada do jeito que está. Temos uma BBC só nossa e não aproveitamos.

E isso acontece também com a internet. Em vez de se aproveitar o espaço para realizar um jornalismo mais independente, livre das amarras do mercado, o que vemos é a banalização das plataformas digitais em prol de filosofias baratas e um proselitismo arcaico. No lugar de se construírem sites e blogs como canais de informação paralelos, o que vemos são sites e blogs com fortes ligações partidárias que têm o único intuito de atacar classes sociais específicas (alta e baixa) ou criticar determinados veículos. Onde está a contribuição para com o país? É para isso que uma mídia independente existe? Seja direita ou esquerda, a mídia independente precisa atuar em prol não dela mesma, não de partidos políticos, não de crenças religiosas e muito menos de personalidades públicas. A mídia independente precisa atuar em prol do Brasil, tenha ela a visão que tiver. Todos nós agradecemos.

Por Cleyton Carlos Torres é jornalista, blogueiro e editor do Mídia8!

Com informações de Observatório da Imprensa.

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No universo da internet, estamos todos sujeitos às leis dos Estados Unidos. Essa é a conclusão do perito forense e advogado especializado em tecnologia da informação José Antônio Milagre sobre as denúncias de que órgãos de segurança norte-americanos têm acesso aos servidores de empresas de telefonia e de internet sediadas no país.

Para o especialista, se as denúncias forem confirmadas, a quebra da privacidade dos internautas pode configurar “uma absurda agressão a um direito humano internacionalmente reconhecido”.

A extensão dos grampos ainda é desconhecida. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já admitiu que o Congresso autorizou a execução do programa de vigilância das comunicações chamado Prism (em português, Métodos Sustentáveis de Integração de Projetos), mas alegou que “ninguém ouve” as chamadas telefônicas dos cidadãos norte-americanos.

“Sempre imaginamos a internet como um patrimônio mundial. Só que ela necessita de servidores que armazenem e suportem os serviços e as interações proporcionadas pela rede mundial de computadores. E basta mapearmos a estrutura física [da web] para constatarmos a grande dependência da infraestrutura norte-americana”, disse o advogado à Agência Brasil.

Na quarta-feira (12), ao revelar que o governo está preocupado com o tema, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, defendeu a necessidade de mudanças na legislação brasileira e a construção de centros de processamentos de dados (data centers) no país. Para o ministro, isso permitiria que as informações dos internautas brasileiros fossem armazenadas no país e ficassem submetidas à legislação brasileira.

“Os principais serviços, como as redes sociais, são oferecidos por empresas sediadas em solo norte-americano. Além de estarem, portanto, sujeitas às leis dos Estados Unidos, elas nos impõem termos de uso em consonância com a legislação norte-americana”, comentou o advogado, destacando a “pouca maturidade” da maioria dos brasileiros com o tema da privacidade na rede mundial de computadores.

De acordo com o advogado, as redes sociais não oferecem opção aos usuários. “Até porque, não há escolha. Ou a pessoa aceita os termos de uso, ou se desliga da internet. Por isso, as pessoas cedem parcelas de sua privacidade. A questão é que, até hoje, a maioria dos usuários acreditava que suas informações pessoais estariam seguras e não seriam intercambiadas. Esse episódio apenas reforça [a tese de] que a proteção aos dados de estrangeiros não é tão robusta quanto muitos imaginavam”, ponderou o especialista.

José Antônio Milagre aponta que as matérias dos jornais The Guardian (britânico) e The Washington Post (norte-americano), escritas a partir das revelações feitas por Edward Snowden, ex-agente da CIA, a agência de inteligência norte-americana, indicam que os dados de internautas de todo o mundo eram coletados pelas empresas e compartilhados com o governo norte-americano sem qualquer autorização, com a justificativa de proteger os cidadãos norte-americanos e os Estados Unidos.

“Na medida em que as autoridades coletam essas informações sem o conhecimento dos usuários ou de uma autorização judicial, há, evidentemente, uma violação de tratados, garantias e direitos reconhecidos internacionalmente”, disse o especialista, defendendo a necessidade de novos mecanismos para evitar a violação de dados, salvo em casos excepcionais, com ordem judicial.

“Esse episódio vai contribuir para uma reflexão sobre a necessidade de diretrizes ou normativas internacionais a respeito da preservação da privacidade das informações pessoais. Ainda tratamos a privacidade com o olhar de 40 anos atrás”, acrescentou.

O advogado lembrou que vários países já adotam ou discutem mecanismos jurídicos semelhantes ao Patriot Act, lei criada após os ataques do 11 de Setembro de 2001, com a justificativa de combater o terrorismo. De acordo com José Antônio Milagre, o próprio Brasil também tem um acordo com os Estados Unidos, o Tratado de Assistência Legal Mútua, “uma ferramenta importante para o enfrentamento dos crimes eletrônicos em casos em que as autoridades necessitam de dados que não estão armazenados no país de origem da investigação”.

Com informações da Agência Brasil.

Cuidado: uso excessivo de internet e celular pode viciar

Posted by admin On junho - 16 - 2013

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A tecnologia está definitivamente presente na vida cotidiana. Seja para consultar informações, conversar com amigos e familiares ou apenas entreter, a internet e os celulares não saem das mãos e mentes das pessoas. Por esse motivo, especialistas alertam: o uso excessivo dessas ferramentas pode viciar. Apesar de o distúrbio ainda não constar no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, estudos recentes apontam que as mudanças causadas no cérebro pelo abuso na utilização da web são similares aos efeitos de drogas químicas, como o álcool e a cocaína.

– A dependência pela tecnologia é comportamental, as outras são químicas, mas ela causa o mesmo desgaste na ponta do neurônio que as drogas – explica Cristiano Nabuco de Abreu, coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Fobia de perder o celular

O problema, dizem os especialistas, é o usuário conseguir diferenciar a dependência do uso considerado normal. Hoje, a internet e os celulares são ferramentas profissionais e de estudo. De acordo com pesquisa realizada pela Google no ano passado, 73% dos brasileiros que possuem smartphones não saem de casa sem eles. A advogada Nídia Aguilar, por exemplo, diz se sentir ansiosa e incomodada quando fica longe do celular, pois usa o aparelho para se comunicar com clientes. Apesar de estar ciente do uso excessivo, ela considera o telefone fundamental para o trabalho.

– A linha que separa o uso do abuso é tênue. Mesmo que se use muito o celular, isso não caracteriza o vício. Na dependência patológica, o uso excessivo está ligado a um transtorno de ansiedade, como pânico ou fobia social – afirma a psicóloga Anna Lucia Spear King, pesquisadora do Laboratório de Pânico e Respiração do Instituto de Psiquiatria da UFRJ.

A pesquisadora é a pioneira no estudo científico da nomofobia, nome cunhado na Inglaterra para descrever o medo de ficar sem celular (no + mobile + fobia).

Ela explica que os principais sintomas da síndrome são angústia e sensação de desconforto quando se está sem o telefone e mudanças comportamentais, como isolamento e falta de interesse em outras atividades.

– Isso pode indicar que a pessoa está com algum problema que precisa ser investigado.

Atenção especial às crianças

A professora de piano Olga de Lena não se considera viciada em celular, mas admite que faz uso exagerado do seu iPhone. Ela diz não largar o telefone por questões profissionais. E ressalta os pontos positivos de ter conexão à internet na palma da mão, como pesquisar músicas durante uma aula ou usar o mapa para se localizar.

– Estou sempre com ele. O aluno pede uma música e eu acesso na mesma hora. Quando vou a um restaurante, ele fica em cima da mesa. Sei que não é de bom tom, mas eu deixo mesmo que seja no silencioso – conta Olga, que relata a sensação de ficar sem o smartphone. – É desesperador! Eu perdi o meu aparelho recentemente e me senti como se estivesse doente, faltando uma parte de mim.

O relato de Olga pode ser considerado normal, mas existem casos que chamam atenção. Cristiano Nabuco atendeu a uma mãe que tinha que dar o celular para o filho de dois anos para que ele saísse da cama. Pior, no shopping a criança pedia colo para as vendedoras das lojas para tocar no teclado. Segundo o psicólogo, a tecnologia está se tornando uma espécie de babá eletrônica, e os pais não conseguem medir as consequências disso.

É comum ver, em festas infantis, crianças isoladas com o celular do pai na mão em vez de estar brincando com os colegas. De acordo com Nabuco, tal comportamento interfere no desenvolvimento emocional do indivíduo, o que pode acarretar transtornos na fase adulta. Ele recomenda que os pais não deem smartphones e tablets para crianças muito novas e monitorem como os filhos estão usando a internet.

No Hospital das Clínicas de São Paulo, o tratamento da dependência em tecnologia é feito com 18 reuniões semanais de psicoterapia de grupo, tratamento psiquiátrico e suporte emocional para os familiares, modelo parecido com o adotado para outros vícios. A pesquisadora Anna Lucia explica que, em alguns casos, é preciso tomar medicação.

A psicóloga Luciana Nunes, do Instituto Psicoinfo, pede ações do governo para o tratamento dos dependentes. Segundo ela, existem diversos projetos para promover a inclusão digital, mas não para apoiar quem sofre com o uso em excesso da tecnologia.

– Com a popularização dos smartphones, o problema tende a crescer. Quanto mais interativo é o aparelho, maior o potencial de dependência – afirma a psicóloga.

Para não sofrer desse mal, os especialistas recomendam moderação, mesmo que o smartphone ou a internet sejam essenciais para determinadas atividades. Cristiano Nabuco aconselha que as pessoas fiquem ao menos uma hora por dia longe do celular e desabilitem as notificações automáticas de e-mail e redes sociais. Também é essencial manter atividades ao ar livre, com encontros presenciais com outras pessoas. É o que faz o estudante de administração Felipe Souza. Pelo celular, ele joga, manda mensagens, lê e-mails e até assiste televisão. Na internet, conversa pelo Skype e participa de jogos on-line, mas não abandona o futebol semanal com os amigos.

– O celular não afeta o meu dia a dia. Só fico com ele na mão quando não tenho nada melhor para fazer – diz.

Os sintomas

>> Preocupação constante com o que acontece na internet quando está offline.

>> Necessidade contínua de utilizar a web como forma de obter excitação.

>> Irritabilidade quando tenta reduzir o tempo de uso.

>> Utilização da internet como forma de fugir de problemas ou aliviar sentimentos de impotência, culpa, ansiedade ou depressão.

>> Mentir para familiares para encobrir a extensão do envolvimento com as atividades on-line.

>> Diminuição ou piora do contato social com amigos e familiares.

>> Falta de interesse em atividades fora da rede.

>> Comprometimento das atividades profissionais e acadêmicas, como perda do emprego ou não ser aprovado na escola.

>> Lesões nas articulações dos dedos causadas pela intensa digitação.

>> Duração dos sintomas acima descritos por período maior que seis meses.

>> A psicóloga Luciana Nunes explica que os sintomas descritos podem ser transpostos também para a dependência pelo celular.

>> Um teste para medir a dependência da internet pode ser realizado no site www.dependenciadeinternet. com.br, mantido pelo Hospital das Clínicas de São Paulo.

Por Sérgio Matsuura, do Globo

Com informações de Observatório da Imprensa.

Usuários Debian alertados a remover o repositório Multimídia

Posted by Diego Lottermann On junho - 16 - 2013

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O projeto Debian está alertando os usuários de que o repositório oficial Debian Multimedia deve ser considerado inseguro. De acordo com os mantenedores do Debian, o domínio debian-multimedia.org não está mais sendo usado pelos mantenedores do projeto não está mais associado aos repositórios oficiais do projeto Debian. Com isto, a segurança está comprometida e os utilizadores devem removê-lo do seu arquivo sources.list o mais rapidamente possível.

Em seu anúncio, o projeto Debian recomenda que os usuários verifiquem seus sistemas executando:

 grep debian-multimedia.org /etc/apt/sources.list /etc/apt/sources.list.d/*

O comando irá mostrar debian-multimedia.org em sua saída se o usuário tiver habilitado o repositório não confiável. Enquanto isso, o desenvolvedor Steve Kemp do projeto Debian pediu à comunidade para criar uma ferramenta para a distribuição para manipular facilmente entradas no arquivo sources.list , pois o Debian atualmente não distribui tal ferramenta. No momento, os usuários devem editar as suas fontes de repositório com um editor de texto.

Usar repositórios não oficiais sempre representa um risco de segurança e este exemplo mostra claramente uma das razões, como o projeto geralmente não tem qualquer controle sobre tais repositórios. Uma vez que os novos proprietários do domínio debian-multimedia.org são susceptíveis de ter acesso às chaves de assinatura para o repositório expirado, o risco de segurança é um pouco atenuado, enquanto os usuários não instalar pacotes não assinados. Em qualquer caso, Debian recomenda retirar o repositório de um arquivo de fontes,  é o melhor procedimento a seguir.

Com informações de  The H Online

15-06-2013_parabens

Da próxima vez que você for comemorar um aniversário, é bom tomar cuidado na hora de entoar o ‘Parabéns pra você’. Só cante depois de certificar-se de que só estão presentes o aniversariante e convidados e se a festa for em um local privado.

Pouca geste sabe, mas empresa Warner Chappell, braço editorial da Warner Music, já faturou US$ 5 milhões com direitos sobre ‘Happy Birthday to You‘, a mais famosa música em inglês da história, segundo o Guinness.O valor equivale a R$ 10,7 milhões.

Uma produtora americana de documentários entrou na justiça esta semana com um processo contra a gigante musical por cobrança indevida de direitos autorais sobre a música. A produtora alega que a canção, composta em 1893, já é de domínio público desde 1920.

Enquanto o caso não é julgado, a Warner Chappell tem, teoricamente, o direito de cobrar US$ 150 mil de qualquer pessoa que execute a música publicamente.O valor equivale a R$ 321 mil.

A empresa americana ganha uma bolada cada vez que a música é executada em filmes ou programas de TV.

A produtora Good Morning To You Production fez um documentário sobre a música e alega ter sido obrigada indevidamente a pagar US$ 1,5 mil (o equivalente a R$ 3,6 mil) pelos direitos autorais.

A Warner Chappell diz em seu site que é o ‘Parabéns Pra Você’ é uma das mais de um milhão de músicas de sua propriedade. De acordo com a ação, a canção foi escrita por duas irmãs professoras do Kentucky, Mildred e Patty Hill, inicialmente com o nome ‘Good Morning to All’ (‘Bom dia a todos’).

Com informações de Estadão.

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