Archive for the ‘Lançamentos’ Category

ubuntu

A Canonical anunciou no último dia 21, que o Ubuntu 16.04.1 LTS (Xenial Xerus) já está disponível para download com versões para o desktop, servidor e nuvem. O update reúne principalmente todas as correções de bugs e de segurança, além de, claro, atualizações de aplicativos emitidas para a série do sistema operacional desde a sua estreia inicial em abril.

O resultado é uma imagem ISO nova que, após a instalação, o usuário não precisará baixar imediatamente centenas de megabytes de atualizações. Contudo, não há backport de pilhas de drivers para suportar novos hardwares, mas deve oferecer um melhor desempenho. Drivers adicionais só estarão presentes com a chegada da versão 16.04.2, que deve chegar em fevereiro de 2017.

Entre as mudanças mais notáveis, podemos citar uma nova versão do webbrowser-app, suporte para aplicações Snap no Ubuntu Software e um melhor suporte para hardware com configurações mais baixas, especialmente no que se refere aos gráficos, o que também pode beneficiar o sistema operacional quando ele estiver sendo executado em uma máquina virtual.

Com informações de OMG! Ubuntu!, Ubuntu e LinuxBuzz.

dolphin

Recentemente, foi lançado o Dolphin 5.0 trazendo várias melhorias e otimizações, o que levou aos desenvolvedores colocarem como requisitos um sistema operacional de 64 bits e uma GPU com suporte, no mínimo, ao OpenGL 3, no caso da plataforma Linux. Além disso, outra novidade também foi a adição de um backend da API Vulkan que, na época, ainda estava em seus estágios iniciais.

Agora, a boa notícia é que os desenvolvedores, com a ajuda da comunidade, já concluíram a meta de adição de todos os recursos propostos e que são necessários para que o emulador possa lidar com a API Vulkan e que possa oferecendo diversas funcionalidades nos jogos. Isso significa que há suporte para conversão de texturas via GPU, MSAA, filtragem anisotrópica, Vsync, suporte para dispositivos Android com Vulkan e muito mais.

Contudo, os desenvolvedores ainda precisam limpar o código, corrigir bugs e, claro, trabalha na performance do emulador com a API. De acordo com a página do projeto no GitHub, placas de vídeo da AMD no Windows tem vindo a apresentar ganhos de 25% com Vulkan quando comparado com o OpenGL. Mas parece que não há uma diferença muito grande com GPUs NVIDIA.

Para mais detalhes, confira a página do projeto no GitHub, clicando aqui.

Com informações de Phoronix, GamingOnLinux, GitHub e LinuxBuzz.

Lançado Chrome 52 para Windows, macOS e Linux

Posted by admin On July - 25 - 2016

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O Google lançou nesta quinta-feira (21) a versão estável do Chrome 52 para Windows, macOS e Linux. Os usuários podem realizar a atualização para a mais recente versão diretamente do navegador clicando em “Configurações” e, em seguida, no menu “Ajuda” > “Sobre o Google Chrome”, ou ainda fazendo o download no site oficial. As novidades incluem a remoção do atalho que permite retornar à página anterior e a integração com o Material Design no macOS.

O Chrome 52 também incorpora o suporte ao Chromecast e Hangouts, dispensando a instalação de qualquer plugin para ter acesso aos recursos deles. Agora, os usuários precisam apenas clicar com o botão direito do mouse para selecionar a opção que espelha o conteúdo do navegador em televisores ou outros dispositivos que contam com suporte à tecnologia Cast. O mesmo acontece com o aplicativo de mensagens e videochamadas do Google.

Outra novidade é a ausência do atalho da tecla “backspace” para retornar à página anterior aberta no navegador. A decisão de remover o atalho veio depois de diversas reclamações de usuários que perderam informações, como preenchimento de formulários e textos, ao utilizarem o botão e serem redirecionados para a página anterior. O Google afirmou estar trabalhando em uma nova funcionalidade que permita retornar à página anterior de maneira mais prática. Por enquanto, a equipe de desenvolvimento do navegador sugere a utilização do atalho “Alt + seta para esquerda”.

Além disso tudo, a atualização traz uma nova tecnologia capaz de determinar quais partes de um site foram modificadas para carregar apenas as alterações com a finalidade de reduzir o tempo de carregamento e reduzir o consumo de dados. O novo navegador também conta com componentes CSS atualizados que também colaboram para que o navegador fique mais ágil. Os desenvolvedores, porém, precisam otimizar seus sites para aproveitar ao máximo as alterações feitas no browser. Uma nova API de código aberto para envio de notificações para os usuários também foi incluída no navegador, de maneira que eles não tenham de utilizar soluções de terceiros para isso.

No total, o Chrome 52 traz consigo 48 correções de bugs e melhorias de problemas relacionados ao desempenho e à segurança. Vários bugs foram descobertos graças ao programa de recompensas do Google, que premia usuários que encontram problemas no navegador. Em um dos descobrimentos, a empresa pagou US$ 15 mil a um usuário.

Com informações de Google e Canaltech.

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Apenas um dia depois da prisão de seu dono e de ter seus sete domínios retirados do ar pelas autoridades federais norte-americanas, o Kickass Torrents ressurge em uma nova URL. Para quem não sabe, o site de arquivos torrent saiu do ar na última quarta-feira (20), depois que Artem Vaulin, seu fundador, foi capturado por quebra de direitos autorais e lavagem de dinheiro.

Indignada com o acontecimento, a equipe do isoHunt criou uma cópia do KAT com arquivos do último um ano e meio para que os usuários possam resgatar alguns conteúdos. Claro que por se tratar de uma cópia, o site não conta com a mesma quantidade de recursos do original, como, por exemplo, os bastante utilizados fóruns, e nem deverá disponibilizar novos conteúdos. No final das contas, o kickasstorrents.website é apenas um “quebra galho”.

Ao acessar a nova versão, é possível ler um manifesto que diz “Esta manhã, o fundador da kat.cr foi preso na Polónia. É mais um ataque à liberdade de direitos dos usuários da internet no mundo todo. Nós acreditamos que é nosso dever lutar pelos nossos direitos. Em um mundo com constantes ataques terroristas, com corporações globais cheias de dinheiro, enquanto milhões morrem de doenças e fome, você realmente acha que torrents merecem tanta atenção? Você realmente acha que essa luta vale o dinheiro e os recursos gastos nela? Você realmente acha que é a verdadeira questão para se cuidar agora? Nós não!”

Pensando em conseguir apoio para libertar Vaulin, a equipe criou, inclusive, uma petição online: “Kat.cr é um site que todos nós conhecemos e amamos, e o mundo nunca mais será o mesmo sem ele. É por isso que antes dele voltar, fizemos a cópia da Kat.cr com todos os torrents que poderíamos encontrar. Não é perfeito, mas se você deseja salvar e arquivar alguma coisa, agora é a hora! Não sabemos quanto tempo pode durar, mas pelo menos é alguma coisa. Vamos continuar a lutar por nossa liberdade e você está convidado a se juntar a nós! Assine esta petição na Change.org e deixe todo mundo saber que há muitos de nós que se recusam a ficar em silêncio.”

É bastante improvável que os manifestos sejam capazes de mudar algo, mas o governo dos EUA tem uma regra que afirma que petições com mais de 100.000 assinaturas em 30 dias devem receber, pelo menos, uma resposta oficial.

Com informações de VentureBeat e Canaltech.

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Os ânimos andam acalorados entre o WikiLeaks e o Twitter. A organização transnacional sem fins lucrativos que publica documentos e informações confidenciais de governos e empresas está acusando a rede de microblogging de praticar uma espécie de “feudalismo virtual” por ter banido o jornalista Milo Yiannopoulos depois de ele ter publicado ofensas direcionadas a Leslie Jones, atriz de Caça-Fantasmas que vem sofrendo racismo e misoginia na rede.

De acordo com a rede social, Yiannopoulos foi banido para sempre da plataforma por “incitar ou praticar abuso ou assédio contra outros” depois da atriz começar a denunciar mensagens de ódio que vinha recebendo pelo Twitter. Jack Dorsey, CEO da rede social, respondeu à WikiLeaks explicando que “nós não banimos pessoas por expressar seus pensamentos, mas incitar abuso direcionado a pessoas, no entanto, não é permitido”.

Ainda assim, a WikiLeaks não voltou atrás e acusou a rede social de mirar seu “raio censor” em celebridades, não costumando ter o mesmo cuidado com pessoas comuns, que estão fora dos holofotes da mídia. Contudo, o Twitter afirma que a decisão de banir o jornalista foi tomada porque seu perfil já havia sido denunciado antes e, portanto, seria um caso de má conduta reincidente. Ainda assim, muitos usuários acreditam que a melhor postura a tomar seria a criação de ferramentas que coibissem atitudes violentas na rede, em vez de simplesmente censurar e banir pessoas. E Dorsey concorda com a WikiLeaks nesse aspecto, respondendo com a informação de que “estamos trabalhando nisso”.

A WikiLeaks chegou a comparar a decisão do Twitter de banir usuários com as prisões em massa que aconteceram na Turquia – país que vem enfrentando um golpe militar violento. Na sequência, a organização ameaçou desenvolver uma alternativa própria ao Twitter. “Nós iremos criar um serviço rival se [o Twitter] continuar [banindo usuários], porque a WikiLeaks e nossos apoiadores estão ameaçados em um espaço cuja justiça é feudal”, disse a organização em um tweet em meio ao fogo cruzado.

Com informações de The Verge e Canaltech.

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O Facebook lançou há alguns anos a plataforma React, uma biblioteca de JavaScript que prometia recursos avançados e mais acessíveis para desenvolvedores criarem aplicativos. Hoje (22), a companhia anunciou uma novidade que garante ainda mais acessibilidade para quem deseja construir uma aplicação com os recursos oferecidos pela área desenvolvimento da rede social.

O projeto Create React App é open source e promete facilitar a vida de um desenvolvedor que deseja criar outros projetos com JavaScript para a sua própria plataforma. Ele reúne um pacote de ferramentas de desenvolvimento em um único ambiente com suporte para desenvolvimento por meio de linhas de comando, o que reforça a ideia de simplicidade e eficiência.

“Nós sabemos que projetos como estes tradicionalmente não são muito bem-sucedidos no ecossistema do React”, escreve Dan Abramov, representante do Facebook, em postagem no blog do React, justificando o passo adiante da companhia na implementação de um recurso que torna tudo ainda mais amigável para o desenvolvedor.

Com a novidade, o ambiente e as configurações dos arquivos já vêm prontas em uma única dependência, o que reduz o trabalho do programador. E O Facebook promete que tudo isso não vai deixar de lado a customização da sua criação — ou seja, o Create React App combina mais facilidade, recursos automatizados e a possibilidade de você deixar o resultado final do jeito que quiser.

Com informações de React Blog e Canaltech.

Kernel Linux 4.7 é lançado oficialmente neste domingo

Posted by admin On July - 25 - 2016

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Linus Torvalds anunciou neste domingo (24) o lançamento do Kernel Linux 4.7 com suporte para a GPU Radeon RX480, além de um novo Módulo de Segurança.

Em desenvolvimento há dois meses, o novo core do sistema operacional livre chega depois de sete RCs (Release Candidate), que vinham sendo disponibilizados em builds de teste desde 29 de maio – RCs esses que introduziram um variado número de recursos e melhorias.

O suporte à GPU Radeon RX480 é a maior novidade da versão 4.7 do kernel, que também traz um Módulo de Segurança novinho em folha chamado LoadPin – que garante que o módulo carregado pelo kernel tenha se originado do mesmo arquivo de sistema. Além disso, o kernel atualizado também traz suporte para pesquisas de diretório paralelas, vem com capacidade para criar histogramas de eventos da interface ftrace e suporte para a atualização do firmware usando o mecanismo EFI Capsule.

Diversos drivers também receberam as devidas atualizações e uma boa quantidade de bugs foram corrigidos. O download do Kernel Linux 4.7 já está disponível e Torvalds já avisou que a próxima grande atualização, que lançará a versão 4.8 do kernel, será ainda maior do que a atual.

Com informações de LKML.org e Canaltech.

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A Cyanogen, empresa criada há quase 3 anos, está iniciando um processo de reestruturação que já resultou na demissão de 30 funcionários. O número representa 20% de toda a equipe que atua na empresa, que empregava 136 trabalhadores. Além disso, a Cyanogen decidiu fechar alguns de seus escritórios pequenos, como alguns na Índia e em Portugal, podendo anunciar mais fechamentos de portas nas próximas semanas.

A reestruturação da empresa acontece após a chegada de Lior Tal, que assumiu a direção de operações depois de ter deixado o Facebook. Com as mudanças, existe a possibilidade de o CyanogenOS ser descontinuado, já que a empresa pretende enxugar ainda mais sua folha de pagamento, que inclui desenvolvedores que auxiliam na criação de interfaces alternativas para os dispositivos Android.

Após sofrer com problemas junto a alguns parceiros, como a OnePlus, o CyanogenOS nunca chegou a ser um sucesso para a empresa. Apesar de ter conquistado uma boa quantidade de entusiastas que desejavam otimizar seu Android, a quantidade de usuários não tem sido suficiente para que a empresa considere levar o sistema a outro patamar. Alguns modelos planejados para serem lançados com o CyanogenOS, por exemplo, nunca chegaram ao mercado, dificultando ainda mais a adesão ao sistema.

Assim, os novos caminhos da empresa podem se voltar para o desenvolvimento de aplicativos, que poderia significar um foco na iniciativa Mod, que permite uma maior integração de aplicativos e serviços em áreas de software que geralmente estão fechadas. A Cyanogen já conta com um navegador próprio, chamado Gello, e um aplicativo de clima. Com o Android tornando-se um sistema cada vez mais aberto e permitindo que os usuários possam substituir aplicativos nativos por outros da Google Play, como o discador e o launcher, a Cyanogen pode ter um caminho mais fácil em popularizar seus aplicativos.

Procurados para fornecer um parecer diante das demissões da empresa, os diretores da companhia, incluindo o CEO Kirk McMaster, recusaram-se a falar, deixando, ao menos por enquanto, incerto o futuro da companhia.

Com informações de Tech Times e Canaltech.

Facebook-Twitter

Desafios atuais da Internet no Brasil e no mundo, como estímulo à tolerância e diversidade, os esforços de provedores para levar conexão a localidades remotas e o desenvolvimento sustentável e inclusivo por meio da rede foram debatidos em seminários nesta terça-feira (12), segundo dia do VI Fórum da Internet no Brasil (Pré-IGF Brasileiro). Realizado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), em Porto Alegre (RS), o encontro foi marcado ainda pela realização de workshops, desconferências e pela exibição do documentário “Freenet?”. A programação segue, até esta quarta-feira (13), aberta à participação de todos no Centro de Eventos FIERGS e pela transmissão ao vivo pela Internet.

O seminário de abertura, “Tolerância e Diversidade na Internet”, foi dedicado à memória da professora Luiza Helena de Bairros, que faleceu na manhã desta terça-feira (12), em Porto Alegre. Uma das principais intelectuais do País, Luiza teve seu trabalho e contribuições para promoção da igualdade racial homenageados na 6ª edição do Fórum da Internet no Brasil.

“O Brasil tem 516 anos, dos quais 358 anos foram de escravidão racial. Não dá para falar de Internet, de discriminação nos meios de comunicação, sem lembrar desse número”, destacou Paulo Rogério Nunes (Harvard University), ao responder questionamento do conselheiro do CGI.br, Thiago Tavares, sobre a origem da radicalização do discurso nas redes sociais. A negação do valor da diversidade, do reconhecimento das diferenças de cor, etnia, religião, procedência nacional e gênero foram comentadas por Tavares. “Os discursos de ódio são a ponta de um iceberg que tem camadas onde se encontram o racismo institucional”, pontuou Paulo Nunes, lembrando que a diversidade é um ativo para criatividade e inovação.

Para o professor Alexandre Pacheco (FGV-SP), a discussão sobre diversidade também envolve o conceito de “filtro bolha” do conteúdo exibido nas redes sociais a partir da afinidade. “Isso faz com que os usuários fiquem mais tempo navegando, façam mais interações. Do ponto de vista empresarial é bom, mas do ponto social pode acelerar certo radicalismo, intensificar determinados discursos, estimular a criação de uma maioria que na verdade é inexistente”.

A deputada estadual Manuela D’Ávila ressaltou que não existe contradição entre a lei do Marco Civil da Internet e a punição à violação dos direitos humanos na rede. “Não precisamos alterar as leis que temos. Precisamos mudar a nossa estrutura de acolhimento das violações dos direitos humanos com delegacias especializadas”, defendeu. Em complemento, a procuradora Priscila Schreiner (MPF) enfatizou que a liberdade de expressão termina onde o direito do outro é colocado em xeque e abordou a punição socioeducativa. “O crime nada mais é do que a falta de conscientização de que a diversidade nos traz tanta riqueza”.

Internet para Outro Mundo Possível
O tema da tolerância voltou a ser abordado no Seminário “Internet para Outro Mundo Possível”. Um dos participantes, o jornalista e doutor em ciência política, Leonardo Sakamoto, apontou que a prática usual na Internet não está propiciando debates qualificados entre seus usuários. “É importante a existência da crítica e expressão da diferença, mas parece que estamos vivendo um período em que comentários são postados, baseados em inverdades, sem que suas consequências sejam sequer consideradas. Isso tem levado, por vezes, a ataques e violências em escala impensáveis”, comentou. Sakamoto, que durante o encontro lançou o livro “O Que Aprendi Sendo Xingado na Internet”, também enfatizou que a liberdade de expressão não é absoluta. “Quando é usada como arma, deve ser punida. É preciso educar o usuário e garantir que a barbárie não vença no final”.

Com a proposta de debater os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, apresentados pela professora da UnB, Janaína Penalva, o Seminário “Internet para Outro Mundo Possível” contou também com as participações de Mauri Cruz (Fórum Social Mundial) e Salete Valesan (FLACSO Brasil), que indicaram como a Internet e suas novas formas de interações possibilitam o encontro entre esperança e realidade no aprofundamento da democracia. O Seminário, portanto, trouxe discussões alinhadas ao tema desta 6ª edição do evento: Promovendo o desenvolvimento sustentável e inclusivo. O Fórum é a preparação brasileira para o IGF (Internet Governance Forum) que, este ano, se propõe a discutir como a Internet pode contribuir para alcançar estes 17 objetivos.

Princípios de governança estabelecidos no NETmundial, pela lei do Marco Civil e decálogo do Comitê Gestor foram citados por Carlos A. Afonso, diretor do Instituto Nupef, membro do conselho do CGI.br e presidente do capítulo brasileiro da Internet Society. “O que temos que fazer como grupo que trabalha pelo futuro da Internet é a leitura dos princípios já estabelecidos e concretizá-los na prática. Temos que usar nossas capacidades de intervenção em nossa comunidade e avançar nessa direção”. Em concordância, o conselheiro do CGI.br, Demi Getschko, também mostrou-se contrário à criação de novas regulações para Internet. “Estamos errando ao legalizar ou tornar obrigatório por instrumentos legais o que deveria ser automático”. E lembrou a frase de um dos pais da Internet, co-criador do protocolo TCP/IP, Vint Cerf: a Internet é um espelho que reflete a sociedade.

Internet onde não tem Internet
Ainda nesta terça-feira, o VI Fórum debateu os esforços dos provedores para levar acesso à Internet em localidades remotas. Moderado pelo conselheiro do CGI.br, Eduardo Parajo, o Seminário “Internet onde não tem Internet” contou com a participação de Luciano Franz (presidente da InternetSul), Renato Bianchin (Qwerty Telecom), Rosauro Baretta (Rede Telesul) e Rafael Sá (Vetorial Internet). Os empresários compartilharem experiências sobre os desafios de levar conexão à Internet nas cidades do Rio Grande do Sul, como Dom Pedrito, Rio Grande e Pelotas, e também do Paraná e Mato Grosso do Sul. A inclusão digital e suas implicações para o exercício da cidadania foram debatidas em outro momento deste segundo dia de Fórum, com a exibição do documentário “Freenet?”, produzido com o apoio do CGI.br.

Terceiro e último dia
O VI Fórum da Internet segue até esta quarta-feira (13) com Seminários sobre planos franqueados e zero rating, big data e privacidade, além de workshops, desconferências e a plenária final, que fará uma síntese das discussões tratadas nas trilhas de evento. Acesse a programação: http://forumdainternet.cgi.br/#programacao. E confira o que foi discutido no primeiro dia do VI Fórum da Internet: http://www.cgi.br/noticia/releases/vi-forum-da-internet-aprofunda-debate-sobre-seguranca-e-direitos-inclusao-digital-inovacao-e-bens-culturais/.

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Cada vez mais presente no cotidiano, a tecnologia tem se tornado uma grande aliada no processo educacional devido ao entusiasmo e curiosidade que desperta nos estudantes. De forma a incentivar a propagação de ferramentas e disciplinas que incentivem o interesse e o acesso da tecnologia livre para crianças e educadores, o 17° Fórum Internacional Software Livre (FISL) oferece, dentro da sua programação, atividades gratuitas voltadas para a educação.

A oficina “Lógica de Programação para crianças utilizando Arduíno” tem como objetivo apresentar os principais conceitos de eletricidade e programação utilizando Arduíno, leds e sensores. Já o “Laboratório com Gênios de Turing – Oficina de Programação para Crianças (de 8 a 11 anos)”, funciona como uma aula de programação para os pequenos, que aprenderão de forma interativa e divertida a programar jogos usando a ferramenta Scratch, utilizando conhecimentos básicos para iniciação da programação de computadores.

Para instigar a produção e desenvolvimento de aplicativos, a palestra “Incentivando crianças e jovens a criarem aplicativos com MIT App Inventor” apresenta a ferramenta, um software livre que facilita a criação de aplicativos móveis usando programação visual.

A programação do FISL17 conta, ainda, com o projeto do Raul Hacker Club, de Salvador, Bahia, “Crianças Hackers: crianças e adultos aprendendo juntos”. O diferencial é favorecer interações entre os dois grupos em um mesmo espaço e ao mesmo tempo, organizado em torno do desejo de aprender algo novo. Ao envolver estes participantes de diferentes áreas do conhecimento e idades variadas, as atividades tornam-se lúdicas e desafiadoras.

O FISL17 prevê atividades gratuitas também para os professores. Todas as oficinas são sinalizadas pela etiqueta “Educação”, na sala 41-C. Para participar, é possível se cadastrar no dia do evento como visitante. Confira a programação e agende-se: http://agenda.fisl17.softwarelivre.org/#/

fedora

Entre as metas propostas para o próximo Fedora 25, está um melhor suporte para gráficos comutáveis. A versão atual do sistema operacional já traz algum avanço em relação ao recurso, mas graças ao novo Linux Kernel 4.6. No entanto, as coisas devem ficar ainda mais interessantes para os donos de notebooks modernos que contam com duas GPUs: uma GPU de baixo consumo, integrada, e uma de alto desempenho, distinta.

Outro objetivo é fazer com que a GPU distinta seja usada por padrão durante a carga máxima da bateria e um dispositivo silencioso e não tão aquecido, mantendo as funções essenciais do sistema que são necessárias para uma ótima experiência. Contudo, a GPU de alto desempenho é desativada quando não estiver sendo usada.

O suporte para gráficos comutáveis no Linux, no momento, não é muito bom. Por exemplo, em muitos laptops, alguns dos conectores externos são apenas ligados à dgpu [GPU dedicada] e, para poder usar esses conectores externos, os usuários precisam mudar a gpu padrão para a dgpu, resultando em um laptop quente e com uma bateria descarregando muito mais rápido”, diz Hans de Goede, da Red Hat, em seu anúncio.

Durante anos houve vários desenvolvedores trabalhando em gráficos comutáveis para a plataforma Linux e em recursos como DRI PRIME, mas, até hoje, o suporte continua deixando muito a desejar, principalmente quando comparado com o Windows e OS X. Hans de Goede está trabalhando para melhorar essa situação para o Fedora, mas graças ao fluxo de trabalho da Red Hat, a novidade também deve beneficiar a montante outros projetos para ajudar outras distribuições Linux também.

Além disso, os desenvolvedores também garantem que a novidade irá beneficiar o GNOME, fazendo com que o ambiente gráfico rode bem em dispositivos com gráficos comutáveis.

Com informações de Phoronix, Softpedia, Hans de Goede/Blog e LinuxBuzz.

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O uNav, navegador de GPS padrão no sistema operacional móvel Ubuntu Touch, ganhou uma nova versão onde o aplicativo agora passa a oferecer mapas offline para os usuários. Além disso, também promete trazer o suporte para a convergência, permitindo que os donos de Ubuntu Phones e do tablet BQ Aquaris M10 Ubuntu Edition possam usar a aplicação em ambos os dispositivos, isso sem alterar drasticamente a experiência com o app.

Além disso, o aplicativo agora oferece aos usuários de forma mais rápida localizações úteis ou interessantes, sem falar que também é possível criar opções personalizadas com lugares específicos de sua escolha. Como era de se esperar, bugs reportados desde a versão anterior do app também foram corrigidos neste novo lançamento, somando um total de 14 correções.

Para mais detalhes sobre o uNav 0.60, não deixe de confir as notas de lançamento, através deste link.

Com informações de Softpedia e LinuxBuzz.

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A Canonical anunciou no dia 7 de julho, que o suporte ao Ubuntu 15.10 (Wily Werewolf) irá chegar ao fim ainda no dia 28 deste mês. Com a decisão da empresa, os usuários que querem continuar com uma versão mais atualizada do sistema operacional, o que garante suporte para hardwares mais novos, devem migrar para o Ubuntu 16.04 LTS ou partir para o Ubuntu 14.04 LTS.

Chamado de “Wily Werewolf” por Mark Shuttleworth, fundador da Canonical, o sistema operacional foi lançado em 22 de outubro de 2015 trazendo apenas algumas pequenas alterações na interface gráfica Unity 7, o que não agradou muito aos usuários que esperavam algo mais drástico, porém trouxe várias melhorias sob o capô, como o Linux Kernel 4.2, a primeira versão do kernel a contar com o novo driver da AMD, o AMDGPU, e a nova biblioteca de gráficos 3D Mesa 11.0, sem falar do suporte nativo ao Steam Controller.

“Como uma versão non-LTS [que não possui um suporte a longo prazo], o 15.10 tem um ciclo de suporte de 9 meses e, como tal, o período de suporte agora está chegando ao fim e o Ubuntu 15.10 deve chegar ao fim da vida em uma quinta-feira, 28 de julho. Após esse período, o Ubuntu Security Notices não incluirá mais informações ou pacotes atualizados para o Ubuntu 15.10”, diz o anúncio oficial.

Caso você seja usuário do Ubuntu 15.10 e queira atualizar para a versão mais recente do sistema operacional, o Ubuntu 16.04 LTS, a primeira coisa a se fazer é abrir a aplicação Programas e atualizações através do menu de aplicativos e, na aba Outros Softwares, desabilite todos os PPAs de terceiros que você adicionou ao sistema, ou seja, aqueles que começam com “http://ppa…“.

Agora, na aba Atualizações, vá até a opção Notifique-me de uma nova versão do Ubuntu e selecione Para versão de suporte longo. Em seguida, você deve abrir o gerenciador de atualizações do sistema, pesquise por update-manager -d no menu de aplicativos e, finalmente, atualize o seu sistema.

Com informações de Ubuntu e LinuxBuzz.

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A gigante de entretenimento NBC Universal patenteou uma tecnologia que visa reduzir a pirataria de conteúdos protegidos por direitos autorais. Para isso, o sistema promete detectar arquivos que estão sendo compartilhados por grandes grupos de pessoas em redes peer-to-peer em tempo real. A ideia é que o sistema possa ser implementado por um provedor de serviço de internet, sendo capaz de identificar arquivos de filmes e músicas que estão sendo distribuídos em uma rede para muitos usuários.

Quando houver vários usuários envolvidos no compartilhamento dos arquivos verificados, o sistema irá emitir um alerta para que medidas sejam aplicadas. Vale a pena notar que a patente foi registrada em 2009, sendo assim os métodos descritos podem não ser mais adequados para o sucesso da verificação de arquivos, uma vez que o setor e suas tecnologias evoluem rapidamente.

Ainda não está claro se a NBC Universal tem planos de implementar o conceito patenteado. Em 2007, o Comcast enfrentou uma dura reação quando tentou interferir no tráfego do BitTorrent. A disponibilidade e acessibilidade de conteúdos digitais certamente estão em ascensão, mas a pirataria ainda existe pelo fato de diversos títulos ainda não estarem disponíveis para dezenas de milhões de internautas.

Com isso, a única maneira que os usuários de internet encontram para obter acesso a determinado conteúdo é por meio da pirataria. Ampliar ainda mais a disponibilidade de conteúdos em plataformas de streaming seria um dos principais métodos para desestimular a pirataria em todo o mundo.

Com informações de The Next Web, TorrentFreak e Canaltech.

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Não é porque os nerds são nerds que eles não gostam de zoar de vez em quando. O código fonte do computador de orientação do Apollo 11, foguete que levou o homem à lua, foi liberado como open source recentemente, mas o que impressiona mesmo é a quantidade de piadas inseridas no meio das linhas.

O responsável pelas transcrições disponíveis na web é o pesquisador de tecnologia Ron Burkey, que transcreveu cada uma das linhas do código à mão a partir do material original. Embora o código dos módulos de comando e da base lunar já estivessem na web desde 2003, a transcrição de Burkey foi postada no GitHub na semana passada por um ex-estagiário da NASA, Chris Garry. Embora algumas piadas sejam compreendidas apenas por programadores, a grande maioria pode ser curtida por usuários comuns.

Nessa primeira screencap, é possível notar a linha “N_BABY_BURN-MASTER-IGNITION_ROUTINE.s”, que faz referência ao bordão utilizado pelo DJ Magnificent Montague no momento que ele tocava as canções que mais estavam bombando no momento. Além disso, a frase também foi icônica em outro movimento americano: protestos ocorridos em Los Angeles em 1965 contra a morte de um jovem negro pela polícia.

O código foi escrito numa versão própria da Nasa de Assembly, um tipo de linguagem de programação básica. Isso por si só explica porque o código é tão longo. Na internet, versões alternativas do código já podem ser encontradas, como o MATTDAMON.s, que ajudaria a salvar a vida do personagem do ator no filme Perdido em Marte.

O código completo pode ser conferido no GitHub.

Com informações de Quartz e Canaltech.

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Entre os novos recursos disponíveis no Ubuntu 16.04 LTS (Xenial Xerus), está o suporte de instalação para snap, o formato de pacote inovador que a Canonical tem usado até agora apenas em seu sistema operacional Snappy Ubuntu Core, desenvolvido especialmente para dispositivos da Internet das Coisas (IoT).

O novo formato foi criado a partir do zero para trabalhar com o servidor de exibição de próxima geração da Canonical, o Mir, que é usado por padrão no sistema operacional móvel Ubuntu Touch em dispositivos Ubuntu Phone, bem como no novo Ubuntu Tablet, o BQ Aquaris M10 Ubuntu Edition, proporcionando aos usuários uma segurança de alto nível.

No entanto, de acordo com Matthew Garrett, um renomado desenvolvedor de segurança do CoreOS e contribuinte do Linux Kernel, ao adicionar suporte para a instalação de pacotes snap no Ubuntu para servidor e desktop, a Canonical pode ter comprometido a integridade dos usuários, isso porque o novo formato não é seguro em tudo quando está sendo usado sob o X.Org Server (X Window System) que, por enquanto, ainda é o servidor de exibição padrão no Ubuntu 16.04 LTS (Xenial Xerus).

O problema é que o design antigo do X11 é bem conhecido por não ser seguro. Matthew Garrett, por sua vez, resolveu tomar um pouco de seu tempo para demonstrar isso escrevendo um pacote snap simples que pode roubar dados de qualquer outro software X11, neste caso, qualquer coisa que você digitar no navegador Mozilla Firefox.

“Eu criei uma prova rápida para conceito deste. Grab XEvilTeddy do git, instale Snapcraft (está no 16.04), snapcraft snap, sudo snap install xevilteddy*.snap, /snap/bin/xevilteddy.xteddy . Um urso de peluche adorável! Que fofo. Agora abra o Firefox e comesse a digitar, em seguida, confira a sua janela de terminal. Ah não! Todos os meus segredos. Abra outra janela de terminal e dê uma olhada. Ah não! Um comando injetado que poderia, em vez disso, ter sido uma sessão curl para fazer upload de suas chaves SSH privadas para algum lugar que não vai respeitar a sua privacidade”, explica Matthew Garrett.

Por enquanto, o snap não é popular entre os fãs do Ubuntu, especialmente porque há muitos poucos softwares disponíveis no formato para serem instalados no Ubuntu 16.04 LTS (Xenial Xerus). Mas, isso vai mudar em breve, à medida em que mais desenvolvedores irão fornecer snap para seus aplicativos. Com isso, a Canonical precisa fazer algo sobre a segurança do snap no Ubuntu ao usar o X11.

Segundo o site Softpedia, que seguiu as instruções de Matthew Garrett, a aplicação xevilteddy (criada pelo desenvolvedor para realizar o teste) realmente pode roubar tudo o que você digita em um outro software X11 e, possivelmente, usar o cURL para enviar as chaves SSH de um usuário para um local remoto.
Vale ressaltar que na edição Ubuntu Server, felizmente, a segurança dos pacotes snap permanece inalterada, pois o sistema operacional normalmente é usado sem um servidor de exibição. Para mais detalhes, recomendamos que você confira o post oficial de Matthew Garrett, que pode ser encontrado clicando aqui.

Com informações de Softpedia | PhoronixMatthew Garrett e LinuxBuzz

Virtualbox

Foi lançado nesta última quinta-feira (07) a primeira versão RC (Release Candidate) do Linux Kernel 4.7 trazendo correções e melhorias para a atualização importante do software de virtualização multiplataforma utilizado nos principais sistemas operacionais de computador. Entre as mudanças implementadas desde a versão Beta 3, está os diversos aperfeiçoamentos na interface gráfica.

Além disso, há correções para algumas regressões com a migração para o Qt5, como também para um problema com o VBox GUI no Solaris 10, melhor captura de teclado em hosts X11, o recurso X2-APIC agora está ativado por padrão para guests Linux, a funcionalidade de captura de tela foi melhorada, o arquivo resolve.conf está corretamente analisado com vários separadores, um novo código de áudio foi habilitado e alguns vazamentos de memória foram corrigidos para melhorar a manipulação de arquivos DMG.

O VirtualBox 5.1 Release Candidate 1 também implementa um melhor suporte para o Linux Kernel 4.6 e uma falha foi corrigida em hosts Solaris. Para mais detalhes, confira as notas de lançamento, clicando aqui.

Você pode fazer download do software para o seu sistema operacional através deste link. Mas, por favor, tenha em mente que esta é uma versão ainda em desenvolvimento, ou seja, erros são esperados. Especula-se que esta seja a última build RC.

Com informações de Softpedia, VirtualBox e LinuxBuzz.

Tumbleweed

O openSUSE Tumbleweed, uma das principais distribuições Linux rolling release hoje em dia, acaba de receber a recém-lançada biblioteca de gráficos 3D Mesa 12.0, a suíte de escritório LibreOffice 5.2 RC1, o servidor de áudio PulseAudio 9.0, o sistema de controle de versão distribuído e de gerenciamento de código fonte Git 2.9.0 e, finalmente, o KDE Framework 5.23.0.

Segundo Dominique Leuenberger, desenvolvedor no openSUSE, a maioria dos seus colegas de trabalho estão de férias, o que significa que tem diminuído nas últimas semanas o número de lançamentos de snapshots da distribuição – versão de teste retirada da árvore de desenvolvimento para ser testada por usuários interessados em ajudar a localizar e corrigir bugs, ou para quem quer experimentar as novidades com antecedência. No entanto, já estão disponíveis algumas atualizações para o sistema operacional.

No próximo snapshot, que pode ser lançado em uma ou duas semanas, os usuários do openSUSE Tumbleweed várias outras novidades, como o Linux Kernel 4.6.3, Freetype 2.8.4 e o ambiente gráfico KDE Plasma 5.7.0.

Portanto, se você é um usuário do openSUSE Tumbleweed e não o tiver atualizado há algum tempo, agora é a hora. Você deve ficar animado com a implementação da biblioteca de gráficos 3D Mesa 12.0, já que ela promete melhorar o desempenho de sua GPU e lembre-se de sempre manter seu sistema operacional atualizado.

Com informações de Softpedia, OpenSUSE e LinuxBuzz.

Agora é possível rodar o Ubuntu com Unity no Windows 10

Posted by admin On July - 12 - 2016

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Um dos recursos presentes no Windows 10 é o Windows Subsystem for Linux (WSL), fruto de uma parceria entre a Microsoft e Canonical, onde não só é possível rodar o Bash do Ubuntu no sistema operacional, mas também o ambiente gráfico padrão da distribuição Linux, o Unity, como você pode ver na imagem acima. O feito foi realizado por um usuário do GitHub, conhecido apenas como “Guerra24”.

Após fazer algumas modificações no Compiz, com a aplicação CompizConfig Settings Manager (CSSM), além de usar uma combinação de VcXsrv e XLaunch, ferramentas para a configuração do X Window, o usuário conseguiu rodar o Ubuntu 14.04.4 LTS com o ambiente gráfico Unity sobre o Windows 10.

“Eu finalmente consegui rodar o Unity dentro do WSL, isso mostra que é totalmente possível executar todo um Desktop Environment, há alguns problemas com dbus e às vezes falhas no VcXsrv, você também não pode sair e a única maneira de sair é fechar o Compiz”, diz o usuário Guerra24 no GitHub. “Isto não se aplica apenas com o Unity, eu também testei o [ambiente gráfico] xfce4, mas, neste caso, é necessário apenas a correção do dbus para rodar, mas ainda há mais alguns bugs”.

Como esperado, alguns dos aplicativos não são abertos usando esse método e há vários problemas, mas já é um começo. Você pode conferir mais detalhes na publicação oficial no GitHub, clicando aqui.

Com informações de Softpedia, Guerra24/GitHub e LinuxBuzz.

Senado pode vetar internet limitada na próxima semana

Posted by admin On July - 7 - 2016

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O Senado pode vetar a limitação de consumo de dados nos planos de internet de banda larga fixa no Brasil. O Projeto de Lei do Senado (PLS) 174/2016 de autoria do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) iria ser votado nesta terça-feira (5), mas como não houve quórum na Comissão de Ciência e Tecnologia, a votação foi adiada para a semana que vem.

De acordo com o projeto proposto por Ferraço, o inciso no artigo 7º do Marco Civil da Internet proíbe o uso de franquias para o serviço. O senador Pedro Chaves (PCS-MT), relator da matéria, ressaltou ao ler seu parecer favorável ao PLS que a limitação no uso de dados de banda fixa no país é um retrocesso, visto que a medida proposta pelas operadoras prejudicará as ações governamentais de inclusão digital, o desenvolvimento da economia, o avanço da inovação e o sistema de educação a distância. Neste último caso, o senador afirma que a medida de limitação poderia “criar o caos” para um sistema que atende 1,5 milhão de alunos.

“Essa casa não pode se silenciar sobre essa causa, que mobiliza milhões de brasileiros”, afirmou Chaves. A Anatel ainda não incorporou as regras do Marco Civil da Internet em seu modelo de regulamentação das operadoras. Além disso, o Senado e a Câmara Nacional contam com outros projetos de lei semelhantes, deixando claro que grande parte dos parlamentares é favorável ao veto do limite de consumo de dados nos planos de internet.

Enquanto a votação do PLS 174/2016 foi adiada, o CCT do Senado aprovou o projeto 427/2014 do ex-senador e conselheiro da Anatel, Aníbal Diniz, que propõe a utilização do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) para ampliar o acesso à internet em banda larga e melhorar a inclusão digital no país. O PLS ordena que 70% dos recursos sejam destinados às regiões, enquanto que o restante seja aplicado pelo governo de maneira discricionária até 2030.

O Senador Lasier Martins (PDT-RS), relator da proposição, realizou algumas alterações no projeto determinando que o fundo seja dividido em 13% para a região Norte, 19% para a região Nordeste, 22% para a região Sudeste, 8% para a região Sul e 8% para a região Centro-Oeste. Apesar da divisão, Martins afirmou que para ele todas as regiões do Brasil possuem problemas de infraestrutura e estão mal atendidas. A comissão de Assuntos Econômicos será a próxima a analisar o Projeto de Lei do Senado.

Com informações de Teletime, Agência Senado e Canaltech.