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Segundo pesquisadores da Microsoft, os usuários devem utilizar e reutilizar senhas fracas para sites que não possuem informações valiosas. Embora seja recomendável utilizar senhas longas e compostas de números e letras, a maior parte delas deveria ser simples e fácil de lembrar.

Os colaboradores da empresa americana, em parceria com Paul Oorschot, da Universidade de Carelton, no Canadá, acreditam que por não ter que se preocuparem em lembrar de senhas únicas para cada site, os usuários podem se concentrar em gravar senhas seguras que realmente são importantes como as de bancos e cartões de crédito, por exemplo. A lógica do trabalho dos pesquisadores Dinei Florêncio e Cormac Herley consiste no fato de que a maioria das pessoas encontra dificuldade em se lembrar de senhas complexas, o que acaba colocando em risco a segurança de contas importantes.

A dica é o oposto das recomendações de segurança convencionais. Você já deve ter se deparado, no momento da criação de uma conta online, com um sistema lhe pede para introduzir senhas complexas, bloqueando seu cadastro se a senha obtiver poucos caracteres ou for simples demais. No entanto, os truques utilizados para recordar várias senhas complexas, como anotações, acabam sendo menos seguras do que as senhas curtas e simples.

De acordo com o que Florêncio e Herley relataram ao The Guardian, a maneira mais segura e eficiente seria o uso de um dispositivo gerador de senhas aleatórias somado a um cartão com chip, como fazem alguns bancos em suas transações online. Visto que os ganhos em segurança são pequenos em relação ao custo dos dispositivos, é ideal que o método tradicional seja utilizado com senhas fáceis para a maioria dos serviços online do usuário. Apenas serviços importantes devem obter senhas complexas.

Fonte: Canaltech