Para clientes empresariais nas nuvens, a batalha travada entre a Microsoft e o Google tornou-se particularmente cruel. No entanto, de acordo com a e-Week, analistas sugerem que a luta está quase empatada, de acordo com os números de quota de mercado.
Por mais de um ano, a Microsoft vem adotando uma estratégia agressiva. A razão por trás disso é simples: Embora o software de “desktop” ligados, como o Windows e o pacote MS-Office, continua a despejar toneladas de dinheiro na porta de entrada da MS, uma mudança de paradigma em curso, que ameaça deixar a Microsoft para trás, é o fato de consumidores e empresas estarem utilizando cada vez mais programas nas nuvens, como “streaming” de música, aplicações de e-mail e pacotes de escritório.
Empresas esperam que o novo modelo (nas nuvens) baseado em assinaturas reduzam custos e dores de cabeça associadas com licenças, manutenção (e reforço) no local de servidores e infraestrutura de TI. Esse modelo de assinatura também garante a Microsoft um fluxo constante de receitas mês a mês. Por exemplo, o pacote “Office 365”, da empresa BPOS, agora em versão beta, unifica o Microsoft Office, SharePoint Online, o Exchange Online e Lync Online em uma plataforma “cloud”, disponível para uma taxa fixa mensal, por usuário.
Mas há também um obstáculo muito grande no caminho da Microsoft para as nuvens: o Google, que dedicou vultosos recursos para desenvolver e implantar a sua própria oferta, baseada em “cloud computing”, para empresas de pequeno e médio porte.
Nos últimos meses, a animosidade entre as duas empresas têm aumentado a níveis cada vez maiores. Em outubro passado, a Microsoft anunciou uma parceria com a prefeitura de Nova Ioque para fornecer aos funcionários municipais, com acesso a aplicativos da Microsoft, baseados nas nuvens, em que muitos viram como uma resposta ao acordo do Google com a cidade de Los Angeles, para prestar serviços semelhantes, nas nuvens. Em 18 de maio, a Microsoft anunciou que a cidade e o condado de São Francisco tinham assinado um contrato para atender 23 mil funcionários municipais nas nuvens.
São muitas os movimentos no “teatro de guerra” entre a Microsoft e Google. A competição tornou-se tão intensa que o Google chegou a processar o governo norte-americano, pois o Departamento do Interior teria negado a sua tentativa de atualizar e-mail e mensagens pelo sistema de US$ 59 milhões, contrato de cinco anos que tinha ido para BPOS da Microsoft – Federal suíte.
Uma pesquisa realizada no Gartner Symposium, em outubro, mostrou que o Google Apps é mais popular, segundo informou o analista do Gartner, Michael Silver, à e-Week, em 18/5, último. O analista demonstrou, ainda, há uma tendência de aumento no uso do Google Docs. Até o momento, disse ele, menos de 1% das pessoas do Gartner estão usando o Google Docs, mas ele acredita que até o final de 2011 esse número saltará para 2%.
Acrescenta-se, também, o fato de que a maioria das organizações ainda usam o MS-Office, mas também se utilizam do Google Docs. Ou seja, é uma questão de tempo para que as pessoas substituam gradativamente suas licenças do pacote MS-Office. Lembramos, também, que toda essa batalha tem relação direta com o trabalho heroico promovido pela comunidade de software livre (ou GNU-Linux), apesar das adversidades criadas (e promovida, sobretudo, pela MS).
(Revista Espírito Livre, com informações da http://www.eweek.com)
Popularity: 5% [?]